Réveillon 2022: Sindicatos de hotéis, bares e restaurantes lamenta cancelamento de festas e quiosques já pensa em cancelar eventos

Réveillon 2022: Sindicatos de hotéis, bares e restaurantes lamenta cancelamento de festas e quiosques já pensa em cancelar eventos

RIO — O anúncio do prefeito do Rio Eduardo Paes sobre o cancelamento das festas de réveillon na cidade do Rio, neste sábado, pegou representantes dos setores de hotéis, bares, restaurantes e quiosques do rio de "surpresa", como afirmou Fernando Blower, presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), após saber do cancelamento. Com o pronunciamento de Paes, quiosques passam a cogitar restringir festas que estavam planejadas ou até cancelar comemorações. Rede hoteleira espera que não impacte nas reservas, já que no ano pandêmico de 2020, a rede teve 80% da capacidade ocupada, de acordo com o Sindicato dos Meios de Hospedagem (Hotéis Rio).

Segundo a empresária Rosana Lameirinhas, presidente da Cooperativa de Quiosques do Rio, que representa mais de 100 quiosques, o setor já pensa no plano B, com público reduzido, ou até no C, com o cancelamento total das festas:

— Nós estamos apreensivos. No meu setor estávamos cogitando contratação de profissionais temporários para a alta temporada, que começa agora, com o réveillon, o momento mais quente para a economia. Eu estava com plano A, de festas com tudo incluído, bebida e comidas com alto estilo. Agora, já cogito no plano B, com público reduzido, que saiu de 150 pessoas e agora acontecerá com a metade da capacidade e com cardápio reduzido. Se precisar, cancelaremos tudo, dependendo do que a prefeitura falará para nós. Mas estamos torcendo para que isso não aconteça porque, pelo segundo ano, meu setor não irá aguentar.

Até o momento, não foi anunciado nenhum cancelamento para festas privadas na orla ou em hotéis e bares do Rio que já havia planejado comemorações de réveillon. Por enquanto, Fernando Blower, da SindRio, analisa que não dá para prever prejuízo em números, mas, se houve cancelamento de festas privadas, o setor sentirá bastante:

— Foi uma surpresa. Até porque as notícias que chegavam para gente era exatamente o oposto. Turistas já compraram suas passagens e hotéis já têm suas reservas com estrutura completa por conta da festa. Os maiores impactos serão para restaurantes e bares que tem presença mais próxima de zonas turísticas como a Zona Sul e Barra da Tijuca. Metade do setor está com o faturamento muito baixo por causa da pandemia e esse seria o momento ideal. O prejuízo maior só vamos saber com o nível de cancelamento das reservas da rede hoteleira. Se os turistas optarem por vir mesmo assim, o impacto talvez não seja tão expressivo.

Alfredo Lopes, presidente do Sindicato dos Meios de Hospedagem (Hotéis Rio) e conselheiro da ABIH-RJ, ainda não tem números sobre cancelamento, mas ressalta que a rede hoteleira estava planejando algo próximo em 100% para este ano. Sem o réveillon, ele espera que chegue a pelo menos 80%, como no ano passado:

— A gente lamenta. A hotelaria esperava chegar em 100% de ocupação neste ano, mas entendemos que é um momento difícil e, já que o Comitê Científico recomendou, nós precisamos acatar. Ano passado não teve réveillon e a cidade do Rio chegou a 80% de ocupação. Vamos torcer para que as reservas se mantenham e a gente tenha ano que vem um réveillon espetacular.

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