Réveillon 2023: banhistas enfrentam quatro horas de fila para tomar banho antes de shows em Copacabana

No posto 2 da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, uma fila com cerca de 80 banhistas se forma do lado de fora do banheiro do posto aguardando para tomar banho, trocar de roupa e curtir os shows do palco principal.

Ana Carolina Gonçalves, de 24 anos, chegou à praia, com um grupo de 20 amigos, às 8h da manhã. Desde às 15h40, ela aguarda por uma ducha, que custa R$ 6,00.

— A gente está aqui mais de horas para tomar um banho, usar um banheiro, que é pago e a gente está aqui esperando. Ninguém fala nada e tem muita gente entrando na frente. Está uma desorganização nisso aqui. Daqui a pouco começam os shows e a gente está aqui esperando — reclamou a jovem que sempre vem curtir o réveillon da praia.

Enquanto isso, na chegada à orla, os acessos contam com 16 pontos de revista, em que policiais utilizam detectores de metal para revistar o público. Na Praça do Lido, cerca de 20 agentes revistam todas as pessoas que passam, suas bolsas e seus isopores e não há filas. O ponto também serve para que crianças sejam identificadas com pulseiras, em que se colocam seus nomes e o contato dos responsáveis.

— Já é meu segundo réveillon no Rio e está muito mais organizado. Tranquilo eu não fico nunca, mas, querendo ou não, é um resguardo — diz Ailton Macedo, paulistano que colocou pulseiras em seus filhos Guilherme e Arthur.