Réveillon da pandemia: primeira madrugada do ano tem aglomerações na Barra e na Lapa

Cíntia Cruz e Letícia Lopes
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Foto: Cíntia Cruz

RIO - Enquanto, em Copacabana, a virada sem festa teve mais presença de moradores e turistas, outras localidades da cidade tiveram aglomeração de pessoas na primeira madrugada deste ano.

Na Praia do Pepê, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade, centenas de pessoas, a maioria sem máscara, se aglomeram na faixa de areia. A Avenida do Pepê também está com grande concentração de pessoas.

Na Avenida Olegário Maciel, o clima é de carnaval. Muitas pessoas sem máscara e com garrafas e copos de bebida, bares abertos e aglomeração. Mesmo com a presença de policiais militares, as pessoas não se intimidaram e permaneceram com a mesma atitude. No acesso à Avenida Lúcio Costa, pela Avenida Érico Veríssimo, há um bloqueio da Guarda Municipal, mas os veículos não encontram dificuldades. Na Praia da Barra, na altura so posto 3, quiosques estão lotados.

Na Lapa, centenas de pessoas se aglomeram na Avenida Mem de Sá, principalmente no trecho entre as ruas do Lavradio e Mem de Sá. Com bebidas e caixas de som, os grupos tomam conta da pista, quase interditando a rua e fechando o trânsito.

Segundo uma equipe da Polícia Militar que atua no local, o movimento começou por volta das 19h, e se intensificou com a chegada da meia-noite

No Hotel Nacional, em São Conrado, os frequentadores começaram a chegar por volta das 20h, e além dos ingressos, à venda por R$ 1,8 mil, precisavam ter em mãos testes negativos para Covid-19.

Pela internet, onde as entradas estavam disponíveis, os organizadores da White Rooftop Réveillon 2021 explicaram que apenas quem apresentasse exame RT-PCR negativo, realizado nas últimas 72h, ou IgG positivo nos últimos 90 dias poderia participar do evento.

Foi o caso de duas primas, que prefeririam não se identificar. Elas tiveram a doença no último mês, já com o ingresso comprado:

— Compramos o ingresso há uns três, quatro meses, e agora há umas duas semanas ficamos sabendo que teria a exigência do exame, mas como nós duas tivemos a doença, ficamos mais tranquilas. Estou bem mais segura assim, mostra que o protocolo realmente é rígido — conta uma das jovens.

Na entrada do hotel foi montada uma especie de “triagem”: num guichê, os frequentadores apresentavam o exame negativo para o novo coronavírus, e eram liberados para o terraço do hotel, onde o evento foi realizado. Quem não tinha o exame, podia fazer um teste rápido ali mesmo, numa estrutura montada na entrada, por R$ 190.