Réveillon da pandemia: virada do ano em Copacabana teve queima de fogos 'customizada'

Maíra Rubim
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Alexandre Brum

RIO - Mesmo sem a tradicional contagem regressiva, foi possível ver, ao longo da praia de Copacabana, ao dar meia-noite, alguns fogos ao longo da orla, em coberturas, da própria areia e inclusive, os soltos em Niterói.

— Comprei fogos pra não deixar que o Covid-19 acabasse com a beleza e com a tradição dos fogos de Copacabana — disse o artista Rodrigo Pires, que comprou mais de 30 fogos para estourar nas areias.

Um dos principais pontos de queima na orla da Zona Sul veio do Morro da Babilônia, no Leme. Na Av. Atlântica com a Rua Bolívar, em Copacabana, uma cobertura chegou a ser aplaudida por ter garantido os fogos durante a meia-noite.

Foi por volta das 23h que o calçadão e a areia de Copacabana começaram a ficar um pouco mais movimentados do que no decorrer do dia. Mesmo sem os fogos, algumas pessoas resolveram passar a virada na praia. Acompanhada de seu filho, sua nora e sua neta, a aposentada Maria Eliza Rezende, levou sua cadeira para o calçadão.

— Mesmo sem os fogos, quis manter a tradição de vir aqui — diz.

Acompanhada por um casal de amigos, a aposentada Izabel Arrobada levou para a areia um cooler e cadeiras para aguardar a virada.

— Achei bom porque não tem muita gente, apesar de o clima estar triste por causa da pandemia. Vamos sentir falta, esse réveillon é um dos mais famosos do mundo, um espetáculo. Temos saudade dos fogos — destaca.Fora da orla, a comunidade da Rocinha também teve forte queima de fogos.