Réveillon no estado do Rio terá reforço de 10 mil policiais militares para conter aglomerações

Rafael Nascimento de Souza e Carolina Callegari
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Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

O réveillon atípico em meio à pandemia de Covid-19 não terá as tradicionais festas para celebrar a chegada de um novo ano. De restrições a acessos a cidades até o fechamento da orla do Rio e a proibição de queimas de fogos, a despedida de 2020 será bem diferente do comum. A fiscalização, em especial em pontos de bloqueios e contra aglomerações, terá reforço da Polícia Militar, que vai mobilizar mais 10 mil PMs em todo o estado do Rio para além do efetivo regular. O esquema para a virada do ano visa a conter também o fluxo de veículos, com destaque para a Região dos Lagos, que ganha reforço de 1.600 policiais.

Nesta quarta-feira, dia 30, a movimentação é grande na rodovia Niterói-Manilha em direção à Região dos Lagos, apesar das medidas restritivas adotadas também nestes municípios. A PM afirma que o policiamento ganhou reforço com um efetivo 40% maior do que o empregado no ano passado. Entre as equipes mobilizadas estão a do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) para atuar em Cabo Frio.

De acordo com o porta-voz da PM, major Ivan Blaz, a capital ganha reforço de dois mil policiais nesta data. O aumento do efetivo foi pensado para cobrir diferentes pontos do estado em que possa haver desrespeitos aos decretos municipais, que vão desde acesso restrito a moradores e turistas com hospedagem comprovada até proibição de festas e eventos em quiosques na orla.

— Esse não é um esquema de policiamento do réveillon. É um esquema de policiamento para fazer cumprir o decreto, que isso fique claro. Por força dessa pandemia, e por conta da ausência de um grande evento único, em Copacabana, que concentraria pessoas e concentraria esforços, e que já contaria com o nosso aprendizado em anos e anos de experiência, nesse ano nós estamos com um evento pulverizado, que nós temos que investir no policiamento, no patrulhamento das ruas, dos bairros e com a total falta de ciência de onde os eventos irão acontecer — afirmou Blaz.

Entre as prioridades para a noite da virada está o combate a aglomerações, disse o porta-voz:

— Por conta disso, a gente não pode deixar de investir no policiamento extensivo, ter um reforço das vias especiais, dos corredores estruturais, reforço no patrulhamento, teremos só na cidade do Rio de Janeiro cerca de dois mil homens e mulheres trabalhando além daquilo que já temos na rua hoje. Em todo o estado serão mais de 10 mil homens e mulheres além dos que já trabalham hoje. No planejamento operacional nós destinamos a cada unidade que um grupamento de operações táticas ficasse à disposição de ações de patrulhamento e identificação de locais com possível problemas, da mesma forma que nos preocupamos muito com a Região dos Lagos, em que pudemos ver hoje o grande deslocamento de pessoas para aquela região.