Réveillon: Suspeitos de furto e roubos são detidos em Copacabana

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RIO — Até as 20h30 da noite do réveillon, a Guarda Municipal já havia prendido e aprendido ao menos 10 suspeitos acusados de furtos e roubos na orla de Copacabana. Segundo a prefeitura, a grande maioria dos envolvidos nos crimes são menores de idade. Todos os presos e apreendidos foram levados para a 12ª DP (Copacabana).

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O comandante da Guarda Municipal, o inspetor-geral José Ricardo Soares da Silva pediu que quem for a Copacaba tome cuidado e evite expor celulares e carteiras.

— Pedimos que a população tome cuidado com os pertences. Que não venham com nada exposto, porque existem furtos e roubos — disse o inspetor.

Até agora os agentes já coibiram tentativas de furto, apreenderam mercadorias e determinou que um quiosque que fica perto da Rua República do Peru retirasse um cercadinho na areia.

— Um quiosque tentou ocupar a faixa areia e fizemos com que eles retirassem as grades, já que não é permitido cercadinhos — disse Silva.

Enquanto caminhava pela orla com três amigos, o estudante Renan Prado, de 21 anos, relatou ter sido furtado por uma gangue de adolescentes que passava na altura do Copacabana Palace.

— A gente passou por um grupo de mais de dez adolescentes, que nos cercaram e empurraram. Foi tudo muito rápido. Botei a mão no bolso e vi que minha carteira não estava mais lá. Além dos documentos e de R$ 180, perdi o clima para o Ano Novo — lamentou o morador de Botafogo.

Por pouco, um de seus colegas também não perdeu os pertences. Foi o caso de João Gabriel Fernandes:

— Alguém puxou meu cordão, mas eu consegui segurar e não levaram, só que ele arrebentou.

Moradora de Petrópolis, a funcionária pública Márcia Roberta Pereira, de 37 anos, veio com o filho Miguel Pereira Campos Filipe, de 7 anos, para ver os fogos em Copacabana. A mulher se disse assustada.

— Estou assustada com a quantidade de roubos. Acabei de presenciar um roubo na minha frente. Muitos deles menores, do tamanho do meu filho de sete anos. Mesmo com essa quantidade de polícia, esses crimes todos. É assustador e impressionante a cara de pau das pessoas que estão assaltando — disse.

Por volta de 23h, o secretário municipal de Ordem Pública Breno Carnevalle, acompanhado de uma equipe de guardas municipais, monitorava o ponto da orla em frente a Rua Fernando Mendes. Ele avalia que a proposta da prefeitura, de fazer as pessoas assistirem a queima de fogos perto de suas casas, deu certo, evitando aglomerações em Copacabana.

— A organização vem das fiscalizações dos fretados e dos bloqueios feitos nas entradas do bairro. Preventivamente, notificamos alguns quiosques que estavam fazendo cercadinhos e, com a advertência, eles se ajustaram. Também apreendemos grades que estavam sendo montadas para eventos clandestinos, além de mercadorias irregulares. Acabamos de conduzir para a delegacia quatro pessoas com cordões e materiais que são, possivelmente, oriundos de furtos — disse o secretário.

A 12ª DP (Copacabana) informou que até às 21h30 três registros de ocorrência envolvendo roubos e furtos foram registros na unidade. A distrital disse ainda que alguns menores foram levados para o local, verificados e não havia nada contra eles. Alguns casos de roubos, envolvendo turistas, foram levados para a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat). Durante a noite, a 13º DP (Ipanema) também atuará como Central de Flagrante.

A prefeitura do Rio também desmobilizou nesta sexta-feira dois eventos irregulares que estavam sendo preparados nas areias da praia do Arpoador e em Copacabana. Na primeira os agentes da secretaria de Ordem Pública (Seop) encontraram uma área com madeiras estocadas na areia, caixas de som e 2.578 bebidas, descartáveis e alimentos.

Já em Copacabana, guardas municipais impediram um evento na altura do Posto 5. No local, os agentes flagraram uma grande estrutura com mesas, cadeiras, caixas de som e equipamentos para um show. O equipamento também foi apreendido.

Além da queima de fogos da prefeitura do Rio, o Corpo de Bombeiros ainda trabalha na noite deste dia 31 na liberação de outros eventos do estado. São casos de eventos que pediram autorização para os Bombeiros no início do mês, mas que a corporação pediu ajustes, que deveriam ter sido sanados há dois dias. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e secretário de Estado de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro,, dois eventos na Ilha da Gigóia, na Barra da Tijuca, foram interditados. Um deles contaria com o show da cantora Ludmilla.

— Temos uma equipe de plantão analisando vários processos e a nossa ideia é liberar o quanto antes. Esses eventos deveriam ter entrado com dois dias úteis de antecedência. Abri uma exceção devido às cidades estarem cheias de turistas. Tem pessoas que estão entrando com o processo de legalização ainda nessa noite. Estamos trabalhando e não queremos atrapalhar o réveillon de ninguém. Mas que curtam a festa com segurança e respeitando a legislação vigente — disse o comandante do CBMERJ.

Desde o início da operação do réveillon, no dia 29, a prefeitura do Rio apreendeu 5.277 itens irregulares nas praias de Copacabana, Leme e Ipanema. Os itens são de ambulantes que trabalhavam sem autorização ou de depósitos clandestinos escondidos na areia das praias, alguns enterrados, e em veículos. As equipes da Seop flagraram diversos veículos que serviam de depósito irregular de mercadorias, alguns em estado de abandono e em péssimo estado de conservação. Na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, um caminhão de gelo foi flagrado com placa adulterada e removido para o depósito público.

Também foram rebocados 261 veículos por desrespeito às regras de restrição em toda a orla de Copacabana e Leme.

Desde o dia 30 está proibida a entrada de veículos fretados na cidade do Rio. Durante os bloqueios e rondas feitas nas principais vias de acesso ao Rio, a prefeitura abordou142 veículos, que resultaram no retorno de 14 de fretamento flagrados pelas equipes (seis ônibus e oito vans). Na Rodoviária as equipes da Seop também apreenderam cinco veículos que faziam transporte pirata.

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