Rússia acusa três funcionários da embaixada dos EUA de roubo

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Uma rua da cidade de Perm, na região dos Urais, em 27 de janeiro de 2021 (AFP/Kirill KUDRYAVTSEV)

A Rússia anunciou nesta sexta-feira (8) que solicitou a suspensão da imunidade diplomática de três funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Moscou, alegando que eram suspeitos de roubo.

O anúncio foi feito em meio a tensões crescentes entre Washington e Moscou, e dias depois que a Otan decidiu retirar o credenciamento de oito membros da missão russa em Bruxelas, acusados de espionagem.

A Rússia "enviou uma nota à embaixada dos Estados Unidos solicitando o levantamento da imunidade diplomática de três funcionários da missão americana a fim de processá-los", disse o ministério das Relações Exteriores russo.

Os funcionários são suspeitos de terem "roubado pertences pessoais de um cidadão russo".

Se a missão americana se recusar a atender ao pedido, os envolvidos "devem deixar a Rússia imediatamente", disse o ministério.

A polícia de Moscou disse à agência de notícias oficial TASS que recebeu uma reclamação pelo roubo de uma mochila em um bar de Moscou.

As câmeras de vigilância do estabelecimento teriam capturado três fuzileiros navais americanos - funcionários da embaixada dos Estados Unidos na Rússia, entre 21 e 26 anos - com o objeto roubado.

O valor do suposto roubo é estimado em 15.000 rublos (cerca de 180 euros), de acordo com a fonte.

As autoridades abriram uma investigação por roubo, crime cuja pena máxima na Rússia é de cinco anos de prisão.

De acordo com a agência Interfax, que cita uma fonte policial, o roubo ocorreu em 18 de setembro e os cidadãos americanos estavam "em um estado de embriaguez".

As relações já tensas entre a Rússia e os Estados Unidos se deterioraram com a chegada do presidente Joe Biden, que aumentou a pressão sobre o Kremlin.

Em maio, a Rússia chamou os Estados Unidos de um país "hostil".

No entanto, houve alguns sinais de apaziguamento durante uma cúpula entre o presidente russo, Vladimir Putin, e Joe Biden em Genebra em junho, com os embaixadores de ambos os países retornando aos seus respectivos cargos após vários meses de ausência para "consultas".

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