Rússia acusada de deportações de ucranianos

Refugiados ou deportados? Qual o estatuto dos ucranianos que chegaram à Rússia desde o início da guerra na Ucrânia?

É a questão que muitos se perguntaram, esta terça-feira, no dia em que Bruxelas assinalou as deportações da era da União Soviética.

Para lembrar os acontecimentos trágicos ocorridos entre 1941 e 1953, houve uma manifestação em frente ao Parlamento Europeu.

Os organizadores dizem que aqueles que a Rússia classifica agora como refugiados são, na verdade, pessoas deportadas. Mas que provas existem?

"Os próprios russos não escondem esse fato. Contam a história de que deslocaram muitos milhares, centenas de milhares de ucranianos, incluindo crianças sem pais, e que as adotaram. Estão prestes a ter novos russos", denunciou Rasa Juknevičienė, eurodeputada lituana do Grupo do Partido Popular Europeu.

Entre os participantes da manifestação estiveram sobreviventes das deportações soviéticas que deixaram uma mensagem de aviso para a União Europeia.

"É incrível que isto esteja a acontecer nos dias de hoje. É perigoso esquecer esta agressão, esta brutalidade. As pessoas da Ucrânia estão a sofrer em campos de deportação em lugares muito diferentes na Rússia. Sinto, do fundo do coração, que é realmente perigoso para o futuro da Europa permitirmos usar essa brutalidade. Hoje na Ucrânia, talvez amanhã em Itália. Quem sabe?", lamentou o eurodeputado socialista lituano Juozas Olekas, também ele vítima das deportações.

Moscovo fala em pelo menos um milhão de ucranianos que chegaram à Rússia, de forma espontânea.

Kiev, por outro lado, diz que estas pessoas foram desenraizadas do país natal.

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