Rússia cobra da Otan a suspensão de envio de armas à Ucrânia

As forças russas mantêm ataques nas regiões leste e sul da Ucrânia neste sábado (30). As tropas ainda tentam aumentar o controle no entorno de Kharkiv, a segunda maior cidade do país, onde explosões violentas foram ouvidas durante à noite. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, mandou um recado aos aliados ocidentais da Ucrânia.

Em uma entrevista publicada neste sábado pela agência oficial chinesa, Lavrov diz que se os Estados Unidos e a Otan querem resolver a crise ucraniana devem parar de enviar armas e munição para Kiev.

Desde o início do conflito, em 24 de fevereiro, a ajuda militar ao Exército ucraniano aumentou significativamente. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso americano para aumentar esse orçamento de ajuda à Ucrânia em US$ 33 bilhões, a fim de reforçar ainda mais o envio de armas.

De acordo com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, 1 milhão e 200 mil pessoas foram "retiradas" da Ucrânia e levadas para a Rússia, desde o início da invasão. Kiev afirma, entretanto, que milhares de ucranianos foram "deportados" por Moscou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que a situação é difícil na região nordeste do país, onde fica Kharkiv, local onde as forças russas reorientam a sua ofensiva. "Mas nossos militares estão obtendo sucessos táticos", disse ele, apesar das declarações contrárias feitas por Serguei Lavrov.

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