Rússia consegue "deter crescimento" de novos contágios de COVID-19

Primeiro-ministro russo Mikhail Mishustin

A Rússia, o segundo país do mundo com mais casos declarados de COVI-19, conseguiu "deter o crescimento" de novos contágios, estimou o primeiro-ministro nesta segunda-feira, embora tenha admitido que a situação permanece "complicada".

"A situação em torno do coronavírus no país continua complicada, mas podemos verificar que conseguimos parar o crescimento da morbidade", declarou em uma reunião do governo transmitida pela televisão Mikhail Mishustin, contagiado pela COVID-19.

"Com toda a prudência necessária, a dinâmica é positiva", disse o premiê, que ainda não anunciou que esteja curado da doença, embora tenha aparecido na televisão desde a semana passada.

Segundo ele, o atual cenário resulta dos esforços realizados na Rússia há dois meses, principalmente graças a um "estrito confinamento da população", ordenado no final de março e que desde 12 de maio começou a ser flexibilizado nas regiões menos afetadas.

Segundo dados oficiais, 8.926 infecções foram registradas nas últimas 24 horas, o menor número desde 1º de maio, elevando o saldo total para 290.678 casos. Até agora, o país contabiliza 2.722 mortes.

A agência de saúde russa Rospotrebnadzor informou no domingo que "a situação está se estabilizando no país", depois que cerca de 10 mil casos foram declarados todos os dias ao longo de maio.

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