Rússia critica a OPAQ por não investigar suposto ataque químico na Síria

O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, em Moscou, em 12 de abril de 2017

A Rússia criticou nesta sexta-feira a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) por tirar conclusões sobre o suposto ataque químico na Síria sem investigar o caso in loco.

"Consideramos inaceitável analisar fatos à distância", afirmou o chanceler russo Serguei Lavrov em coletiva com seus colegas da Síria e do Irã.

Lavrov assegurou que os opositores de Assad haviam dado garantias para que a OPAQ visitasse o lugar em que ao menos 87 pessoas morreram em 4 de abril, mas que a organização se negou a enviar especialistas à zona.

"Continuam dizendo que não é seguro, mas não podem dar argumentos convincentes", afirmou o chanceler russo.

A Rússia negou as acusações de vários países ocidentais de que seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, seria o responsável pelo ataque químico contra a localidade de Khan Sheikhun, no noroeste do país.