Rússia e China se juntam para lançar telescópio espacial independente da NASA

Felipe Junqueira

Rússia e China se uniram para criar um possível concorrente para o telescópio espacial James Webb, sucessor do Hubble que será lançado em 2021. De acordo com o vice-diretor do Instituto de Astronomia a Academia Russa de Ciências, Mikhail Sachkov, os chineses procuraram o órgão para desenvolverem, juntos, o projeto que será chamado Telescópio Espacial de Montagem em Órbita (OAST, na sigla em inglês).

“Nossos colegas chineses pediram ao nosso instituto que sejamos a organização científica do telescópio que eles estão promovendo”, disse Sachkov. “Eles queriam que a gente fornecesse a base científica para o projeto e equipamentos relevantes. Isso significa que eles farão o telescópio e a Rússia vai fazer o espectrômetro óptico”.

O OAST deve ser o primeiro grande telescópio montado no espaço com supervisão de manipuladores robóticos. O instrumento terá 10 metros e será desenvolvido pelo Changchun Institute of Optics, Fine Mechanics and Physics junto ao instituto russo. Por enquanto, o projeto não está incluído no programa espacial de nenhum dos governos e é desenvolvido com voluntários. O telescópio deve ser finalizado nos anos 2030.

O James Webb, por outro lado, atrasou mas está programado para ser lançado em março do ano que vem. A previsão é que sua missão inicial dure 5 anos, podendo ser estendida para 10. Ou seja, até o OAST ser concluído, o James Webb provavelmente já estará perto de encerrar suas análises. Mas, diferente de seu antecessor ainda na ativa, o Hubble, o Webb vai orbitar o Sol a uma distância de milhões de quilômetros da Terra, buscando dados de exoplanetas distantes.

Fonte: Canaltech

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