Rússia elogia reconhecimento da eficácia de sua vacina contra a covid-19

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Chegada a Buenos Aires do segundo lote de 300.000 doses da vacina russa contra covid-19 em 16 de janeiro de 2021

A Rússia elogiou, nesta quarta-feira (3), o reconhecimento da eficácia de sua vacina contra o coronavírus no exterior, mostrando sua ambição de produzi-la em todo o mundo.

"É uma publicação muito importante que é muito convincente sobre a confiabilidade e eficácia da vacina russa", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, sobre a publicação de terça-feira dos bons resultados da Sputnik V na revista científica The Lancet.

"Em um futuro muito próximo queremos começar a produzir em outros países para responder a demanda crescente de mais e mais países", disse Dmitri Peskov.

O estudo, validado por especialstas independentes, estabelece a eficácia da vacina russa em 91,6% nas formas sintomáticas da covid-19.

É um sucesso para a vacina, que confirma as afirmações iniciais da Rússia, as quais no final do ano passado foram recebidas com grande desconfiança pela comunidade científica internacional.

A vacina russa há muito é tratada com suspeita em face da falta de dados científicos públicos.

No entanto, a Sputnik V já foi aprovada em mais de 15 países: em vizinhos ex-soviéticos como Belarus e Armênia, em aliados como Venezuela e Irã, mas também na Argentina, Argélia, Tunísia e Paquistão. Na terça-feira, as autoridades mexicanas aprovaram o uso da vacina russa.

Em vez de exportar, Moscou quer desenvolver parcerias de produção. No momento, Cazaquistão, Índia, Coreia do Sul e Brasil produzem a Sputnik V. Mas nem todos a utilizam ainda.

A Rússia também iniciou o processo de aprovação junto à Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

"Colocada em órbita com sucesso: Sputnik V é reconhecida como a vacina mais segura", disse o jornal Izvestia, elogiando o "reconhecimento internacional" finalmente concedido ao imunizante russo.

A escolha do nome é simbólica, uma homenagem ao primeiro satélite colocado em órbita em 1957 pela União Soviética.

Segundo o jornal Kommersant, além de aumentar a imunidade, a vacina Sputnik V "estimula o aumento da autoridade da Rússia".

No dia anterior, Kirill Dmitriev, chefe do fundo soberano russo, denunciou "a campanha de 'desprestígio' da vacina" há meses, afirmando que "a Rússia tinha razão desde o princípio" e que esta publicación era um "cheque mate" a todas as críticas.

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