Rússia emite primeiros passaportes para ucranianos que vivem em territórios ocupados

A Rússia começou a emitir os primeiros passaportes para ucranianos que vivem em territórios no Sul do país, ocupados após o início da guerra em fevereiro. A informação foi divulgada pela agência de notícias estatal Tass neste sábado.

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A inciativa faz parte das tentativas do Kremlin manter o controle total do território capturado. As autoridades de Kherson distribuíram cerca de duas dúzias de passaportes russos, conforme a imprensa local, e 30 em Melitopol.

No fim de maio, o presidente russo Vladimir Putin assinou um decreto que simplificava o processo para os moradores de Kherson e Zaporíjia para adquirirem cidadania e passaportes russos.

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A medida de Putin repete um esquema já disponível para moradores de áreas controladas por separatistas apoiados pela Rússia nas regiões de Donetsk e Luhansk, na Ucrânia, onde Moscou emitiu cerca de 800 mil passaportes desde 2019.

A Rússia reivindicou em meados de março o controle total da região de Kherson, ao norte da Crimeia, e detém partes da região de Zaporíjia, ao Nordeste da península. Em Kherson, o governador foi deposto e o governo civil-militar disse no início de maio que planejava pedir a Putin para incorporar a cidade à Rússia até o final de 2022.

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Após a divulgação do decreto, a Ucrânia prometeu recapturar todo o seu território tomado, e considerou a perda de áreas inadmissível, inviabilizando qualquer acordo de cessar-fogo. Mikhail Podolyak, assessor do presidente e negociador-chefe da Ucrânia afirmou que Kiev não aceitaria ceder a soberania de seu território.

“A Ucrânia não participará desta discussão. Não comercializamos nossos cidadãos, territórios ou soberania. Esta é uma linha vermelha clara”, afirmou em comunicado.

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