Parlamento de Mianmar elege Win Myint como novo presidente do país

Bangcoc, 28 mar (EFE).- O parlamento de Mianmar elegeu, nesta quarta-feira, Win Myint como novo presidente do país em substituição a Htin Kyaw, que renunciou ao cargo na semana passada "para descansar" devido a problemas de saúde.

Win Myint obteve 403 votos dos 636 deputados na votação conjunta das duas câmaras do legislativo, retransmitida pela televisão estatal "MRTV", superando os outros dois candidatos, que permanecerão como vice-presidentes.

O novo chefe de Estado, de 66 anos, é um antigo político da última junta militar e veterano da governante Liga Nacional pela Democracia (LND) que conta com o apoio da líder de fato do governo, Aung San Suu Kyi.

Win Myint substitui Htin Kyaw, que renunciou depois que o governo admitisse que o líder, de 71 anos, tinha viajado várias vezes para o exterior com o objetivo de se submeter a tratamento médico.

O novo mandatário renunciou no mesmo dia como presidente da câmara baixa e dois dias depois a mesma casa o nomeou vice-presidente e candidato à chefia do Estado.

A Constituição do país prevê que o presidente seja eleito entre três candidatos propostos pela câmara alta e baixa do parlamento, e o Exército, respectivamente, em uma votação onde os derrotados ficam como vice-presidentes.

Estes serão Myint Swe, que até hoje estava interinamente na presidência, e Henry Van Thio, que da mesma forma que o primeiro já ostentava o cargo desde o início da legislatura.

Mianmar estreou o seu primeiro governo eleito democraticamente - o atual liderado pela NLD - no dia 30 de março de 2016, depois de quase meio século de ditadura militar.

A última junta militar se dissolveu em 2011 e transferiu o poder para um governo civil formado por ex-generais, que foi substituído pelo executivo da NLD após a vitória desta formação nas eleições de 2015.

A Constituição de Mianmar reserva amplos poderes para as Forças Armadas, incluindo uma quarta parte das cadeiras do Parlamento e ministérios importantes como Interior, Defesa e Fronteiras. EFE