NRA acusa elites de Hollywood de querer destruir direito de portar armas

Washington, 24 mar (EFE).- A Associação Nacional do Rifle (NRA) acusou as elites de Hollywood de querer destruir a Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege o direito de possuir e portar armas no país.

"Os bilionários que odeiam as armas e as elites de Hollywood estão manipulando e explorando crianças como parte do seu plano para destruir a Segunda Emenda e retirar nosso direito de defendermos a nós mesmos e aos nossos entes queridos", disse a NRA no Facebook.

Mais de 1 milhão de pessoas, a maior parte delas estudantes, foi às ruas de 800 cidades dos EUA neste sábado para exigir um maior controle sobre a comercialização de armas no país.

Vários sobreviventes do último ataque a tiros em uma escola de Parkland, na Flórida, organizaram neste sábado a #MarchForOurLives (Marcha pelas Nossas Vidas), que reuniu mais de 500 mil pessoas em Washington, segundo a imprensa local, para exigir da Casa Branca e do Congresso medidas para pôr fim à violência armada.

"Os protestos de hoje não são espontâneos", disse a NRA na nota, acusando as elites de Hollywood de ter financiado a manifestação.

A NRA foi uma das organizações mais criticadas desde o dia 14 de fevereiro, quando Nikolas Cruz, um jovem, de 19 anos, ter invadido sua antiga escola em Parkland, na Flórida, com uma AR-15, matando 14 estudantes e três professores.

Até o presidente do país, Donald Trump, se distanciou da NRA após o caso, uma reviravolta em relação à proximidade da campanha, acusando o Congresso de ter "medo" da organização.

A NRA não apoia as medidas de Trump, que quer elevar o limite de idade na compra de certos tipos de armas e proibir dispositivos como "kits rajada", que aumentam o número de disparos por minuto.

O Departamento de Justiça dos EUA, no entanto, decretou a proibição desse tipo de acessório na sexta-feira.

Além disso, várias companhias importantes do país, como as companhias aéreas Delta e United Airlines, cortaram seus acordos comerciais com a NRA. Antes, elas ofereciam descontos para os sócios da organização. EFE