Rússia mantém prisão de opositor sob acusação de mentir sobre Exército na Ucrânia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um tribunal de Moscou ordenou que o político de oposição Ilia Iachin seja mantido na prisão por dois meses enquanto aguarda uma investigação sobre a divulgação do que o Kremlin considera informações falsas sobre o exército russo. A acusação pode levar a uma pena de prisão de até 15 anos.

"A Rússia será livre!", gritou Iachin no tribunal, depois que o juiz concordou com o pedido dos promotores de mantê-lo na prisão até 12 de setembro.

O advogado de Iachin, Vadim Prokhorov, disse que as acusações estão relacionadas a um vídeo que ele postou em seu canal no YouTube no qual falava sobre as ações da Rússia em Butcha, perto de Kiev, onde centenas de corpos foram encontrados nas ruas e em valas comuns após a retirada das tropas de Moscou. A Rússia negou ter cometido atrocidades lá.

A Rússia aprovou uma nova legislação depois de enviar seu exército para a Ucrânia em 24 de fevereiro que proíbe declarações públicas que desacreditem suas Forças Armadas ou citem informações de fontes não oficiais. A medida foi criticada pelo Ocidente como mais um ato repressivo à liberdade de expressão.

Um vereador de Moscou foi preso por sete anos na semana passada em um dos primeiros casos usando a nova lei.

Dias antes de ser detido pela primeira vez, Iashin, um aliado do crítico do Kremlin Alexei Navalni, havia prometido permanecer na Rússia apesar da ameaça iminente de prisão por suas críticas ao presidente Vladimir Putin e às ações da Rússia na Ucrânia.

Navalni, que está preso, postou no Twitter por meio de seus advogados: "Exijo a libertação imediata de Ilya Iachin".

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