Rússia nega na ONU envio de migrantes para a fronteira entre Belarus e Polônia

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Policiais protegem fronteira perto de Hajnowka, na Polônia, 11 de novembro de 2021 (AFP/Wojtek RADWANSKI)

A Rússia e Belarus não estão ajudando os migrantes a chegar à fronteira entre este último país e a Polônia, afirmou o vice-embaixador da Rússia na ONU nesta quinta-feira (11), garantindo também que Moscou não planeja invadir a Ucrânia.

"Não, absolutamente não", enfatizou o embaixador Dmitry Polyanskiy sobre a possível ajuda aos migrantes antes de uma reunião de emergência a portas fechadas do Conselho de Segurança sobre a crise de migração na fronteira, convocada a pedido da Estônia, França e Irlanda.

Quando questionado sobre a movimentação de caças observados nos céus da Belarus, Polyanskiy explicou que foram uma "resposta ao envio massivo" de guardas poloneses armados na fronteira entre a Polônia e Belarus.

"Temos obrigações no âmbito da unidade entre a Rússia e Belarus", acrescentou.

“Se houver concentração de recursos militares na fronteira com Belarus, devemos reagir. São apenas voos de reconhecimento, nada mais, é uma atividade normal”, insistiu.

Os migrantes "são pessoas que vieram para Belarus legalmente e procuram entrar nos países europeus, especialmente na Alemanha. Não têm permissão para cruzar a fronteira, são perseguidos, espancados. É uma vergonha e uma violação total das convenções internacionais."

O diplomata russo estimou que uma saída da crise só pode ser por meio do diálogo.

Ele criticou a falta de transparência de Varsóvia. Jornalistas e ONGs não têm acesso ao lado polonês da fronteira, disse ele, ao contrário do que acontece em Belarus.

Também descreveu como "vergonhoso" o pedido dos europeus para que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas sobre o assunto.

A Estônia, a França e a Irlanda devem, após a reunião de emergência, emitir uma declaração conjunta com os Estados Unidos, a Noruega e o Reino Unido sobre a crise migratória entre Belarus e a Polônia.

Quando questionado se o posicionamento de forças militares russas na fronteira com a Ucrânia significava que Moscou pretendia invadir a Ucrânia, Dmitry Polyanskiy disse que "isso nunca foi planejado".

"Lembre-se de que os navios de guerra americanos no Mar Negro estão agindo de forma muito provocativa", recordou. “A cada dia fica mais difícil evitar um confronto direto no Mar Negro”, acrescentou o diplomata.

"Temos o direito de concentrar as tropas onde quisermos, não é território ucraniano, é território russo", insistiu.

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