Rússia pede a prisão de colaborador de Navalny que mora no exterior

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(ARQUIVO) Leonid Volkov em uma coletiva de imprensa, em Berlim, em 21 de agosto de 2020

As autoridades russas emitiram nesta quarta-feira(10) um novo mandado de prisão contra um colaborador próximo do líder da oposição Alexei Navalny, um militante que Moscou chamou de traidor porque pediu à União Europeia que ordenasse sanções contra a Rússia.

Leonid Volkov, residente na Lituânia, já foi alvo de um mandado de prisão na Rússia. O tribunal de Moscou Basmanny explicou à AFP que agora também foi incluído na lista de pessoas procuradas da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que inclui a maioria das ex-repúblicas soviéticas, aliadas da Rússia.

A porta-voz do tribunal, Irina Morozova, disse que Volkov está sendo procurado por ter "incitado menores a cometer atos ilegais", aludindo às manifestações não autorizadas de janeiro, realizadas em todo o país.

O crime pode ser punido com até três anos de prisão. "Como reagir: (...) não prestar atenção e continuar trabalhando", afirmou o opositor russo no Telegram após o anúncio.

Na segunda-feira à noite, Leonid Volkov explicou na mesma plataforma de mensagens que "discutiu com representantes dos países da UE" um "pacote de sanções pessoais" contra pessoas próximas ao presidente russo Vladimir Putin, em resposta à prisão de Alexei Navalny.

O anúncio levou Moscou a descrever o ato como "traição", devido ao fato de cidadãos russos conversarem com outros países sobre tais medidas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, considerou que seria necessário legislar para qualificar os pedidos de sanções contra a Rússia como "atos criminosos".

De fato, uma lei para este efeito está sendo elaborada no país.

A UE exigiu repetidamente a libertação de Alexei Navalny, preso desde 17 de janeiro, e acusa Moscou de se recusar a investigar o envenenamento do opositor em agosto, o que levou o bloco a anunciar sanções contra vários funcionários russos.

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