Rússia promete versão 'light' de sua vacina contra covid-19

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Enfermeira prepara uma dose da vacina Sputnik V (Gam-COVID-Vac) contra a covid-19 para paciente em uma clínica em Moscou, em 30 de dezembro de 2020

A Rússia anunciou, nesta segunda-feira (11), que estuda desenvolver uma versão "light" de sua vacina Sputnik V contra o covid-19, com o objetivo de oferecer uma solução "temporária" aos países mais afetados pela pandemia.

O Fundo Soberano Russo (RDIF), que financiou o desenvolvimento da Sputnik V, aprovada no verão boreal (inverno no Brasil), "está atualmente financiando testes clínicos da vacina Sputnik Light", disse seu presidente, Kirill Dmitriev, em um comunicado.

Enquanto que, com a vacina Sputnik V - mais de 90% eficaz contra o coronavírus de acordo com funcionários russos -, prevê-se a administração de duas doses por paciente, a Sputnik Light requer uma única inoculação, explicou Dmitriev.

A eficácia da versão "light" também é menor do que a de sua irmã mais velha: pode alcançar 85% em alguns casos, e menos em outros, conforme declarações de Dmitriev em dezembro passado.

Esta vacina "pode se tornar uma solução temporária eficaz para vários países que atingiram o pico da doença (...) e que tentam salvar o maior número de vidas possível", declarou ele, nesta segunda-feira.

Para o mercado russo, no entanto, a Sputnik V em duas doses continuará sendo a principal vacina usada no âmbito de uma grande campanha de vacinação iniciada em dezembro pelas autoridades, de acordo com o RDIF.

Em agosto passado, a Rússia foi o primeiro país do mundo a autorizar uma vacina contra o novo coronavírus. O anúncio gerou muitas críticas internacionais, por ter sido considerado prematuro, antes dos testes de fase 3 e da publicação dos resultados científicos.

A Sputnik V foi autorizada pelas autoridades em países como Belarus, Argentina, Argélia, Bolívia e Sérvia, completou o RDIF.

As autoridades palestinas também deram autorização para administrar esta vacina em sua população, anunciou o RDIF, celebrando a notícia em um comunicado à parte. As primeiras doses podem ser entregues dentro de um mês.

"Estamos felizes que a Sputnik V já esteja presente não apenas na Europa, África, Ásia e América Latina, mas também no Oriente Médio", destacou Dmitriev.

Cerca de 1,5 milhão de pessoas em todo mundo foram inoculadas com a Sputnik V até o momento, de acordo com o RDIF.

A Rússia está enfrenta, hoje, uma segunda onda do coronavírus mortal, mas as autoridades se recusam, por enquanto, a instituir um novo confinamento em nível nacional.

A pandemia deixou pelo menos 1.934.693 mortos no mundo desde seu surgimento em dezembro de 2019 na China, conforme balanço da AFP desta segunda-feira, elaborado com base em fontes oficiais.

Desde o início da atual crise sanitária, mais de 90.196.880 pessoas contraíram a covid-19. Destas, pelo menos 55.592.800 se recuperaram, segundo as autoridades.

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