Polícia alemã detém Puigdemont na fronteira com a Dinamarca

Barcelona (Espanha), 25 (EFE).- A polícia alemã deteve o ex-presidente da Comunidade Autônoma da Catalunha Carles Puigdemont, foragido da justiça espanhola, quando o ex-líder atravessou de carro a fronteira desde a Dinamarca neste domingo.

Segundo informou à Agência Efe seu advogado, Jaume Alonso-Cuevillas, os agentes o pararam por volta das 12h local (7h, em Brasília) em uma estrada rumo a Hamburgo, desde onde tinha a intenção de retornar à Bélgica, onde vive há meses.

Um juiz espanhol reativou na sexta-feira a ordem europeia de busca e detenção contra o ex-governante catalão após processá-lo por rebelião e desvio de fundos públicos em relação com o processo de independência iniciado na região espanhola da Catalunha em 2017.

Puigdemont, que procedia da Finlândia, tem residência fixada em Waterloo (Bélgica), para onde se mudou para evitar a ação da Justiça espanhola, após ser destituído pelo Executivo espanhol.

A detenção ocorreu por causa do ordem europeia cursada pela justiça espanhola contra Puigdemont, informou à Agência Efe o advogado do ex-governante catalão Jaume Alonso-Cuevillas.

Na noite de sexta-feira, Carles Puigdemont - que tinha passagens de avião para retornar a Bruxelas ontem - deixou a Finlândia rumo à Bélgica, segundo confirmou o deputado finlandês Mikko Kärnä, um dos seus anfitriões no país nórdico.

O seu advogado tinha assegurado no sábado que Puigdmeont se apresentaria à Polícia da Finlândia, mas depois afirmou que o político catalão já não estava nesse país nórdico e seguiria "à disposição da Justiça belga".

Puigdemont foi a Helsinque na quinta-feira para participar de uma conferência e estava sendo procurado desde ontem pelas autoridades finlandesas.

Alonso-Cuevillas está entrando em contato com advogados alemães para organizar a assistência jurídica do ex-presidente catalão.

O Executivo espanhol, amparado na Constituição, destituiu Puigdemont e todos seus conselheiros em 27 de outubro de 2017, depois que o Parlamento catalão aprovou uma declaração a favor da independência.EFE