Rússia quer participar do Programa Artemis, atuando ao lado da NASA na Lua

Daniele Cavalcante

No último fim de semana, a NASA abriu o Programa Artemis para que outras nações possam colaborar com o retorno de seres humanos à Lua, desde que cumpram com algumas diretrizes descritas nos Acordos Artemis. A NASA também demonstrou interesse em convidar a Rússia para fazer parte dessa iniciativa, e a Roscosmos (a agência espacial russa) expressou disponibilidade para negociar a proposta.

Nas palavras de Sergei Savelyev, vice-diretor geral de cooperação internacional da Roscosmos, "projetos ambiciosos relacionados à exploração da Lua podem se tornar um fator significativo de cooperação entre os dois países em tempos difíceis". Ele também disse que a NASA havia convidado uma delegação da Roscosmos para os Estados Unidos para discutir diversas questões sobre o acordo, mas o convite foi posteriormente cancelado por pressão de senadores estadunidenses. Em seguida, a Roscosmos convidou oficialmente a liderança da NASA para visitar a Rússia, mas ainda não recebeu uma resposta, de acordo com Savelyev.

Infográfico mostrando os planos de evolução das atividades lunares do Programa Artemis na superfície e em órbita (Imagem: NASA)

De qualquer forma, Mike Goldman, administrador associado interino da NASA, afirmou na terça-feira (19) que os EUA esperam o apoio da Rússia no Programa Artemis, e que a Roscosmos deve conferir os Acordos de Artemis. Goldman afirmou que "em muitos aspectos, a Rússia já aderiu aos Acordos”, porque a Roscosmos é signatária do Tratado do Espaço Exterior, documento no qual a NASA se baseou para criar boa parte dos Acordos Artemis.

Entre as demandas dos Acordos de Artemis, a NASA solicita aos países parceiros que adotem os mesmos princípios de transparência, propósitos pacíficos, assistência emergencial e segurança que a própria NASA abraça em seus programas espaciais. O objetivo central é criar bases sólidas para um futuro "seguro, próspero e pacífico" no espaço através de acordos bilaterais entre as nações.


Fonte: Canaltech