Rússia sanciona França e Alemanha em represália às sanções da UE por caso Navalny

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O presidente russo, Vladimir Putin
O presidente russo, Vladimir Putin

A Rússia está preparando sanções contra colaboradores dos líderes francês e alemão em resposta às medidas adotadas pela União Europeia (UE), devido ao suposto envenenamento do opositor russo Alexei Navalny - anunciou Moscou nesta quinta-feira (12).

"Já que as sanções [europeias] apontam para responsáveis da administração presidencial russa, nossas sanções de represália serão um reflexo delas. Já estão decididas e informaremos em breve os nossos colegas francês e alemão", anunciou à imprensa o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.

Essas sanções, destacou ele, são direcionadas aos "principais membros de liderança da Alemanha e da França", referindo-se provavelmente ao Eliseu e à chancelaria alemã, já que Paris e Berlim foram os motores da adoção das medidas contra a Rússia.

Em outubro, a União Europeia apresentou uma lista com seis personalidades sancionadas, em reação ao suposto envenenamento do opositor russo Alexei Navalny, que teria ocorrido com a ajuda de um produto neurotóxico da família do Novichok. A substância foi detectada pela Alemanha, país onde o opositor ficou hospitalizado em estado grave.

Trata-se especialmente de Alexander Bortnikov, chefe do serviço federal de segurança, e Serguei Kirienko, primeiro adjunto ao chefe da administração presidencial russa.

Moscou nega qualquer responsabilidade neste caso e mencionou repetidamente um complô ocidental para prejudicar a Rússia. O Kremlin alerta desde outubro que responderia as medidas europeias.

"Temos razões para acreditar que tudo o que aconteceu com ele [Navalny] em relação à substância tóxica em seu organismo pode ter acontecido na Alemanha, ou no avião [ambulância] que o transferiu" da Rússia para Berlim, disse, sem fornecer mais detalhes.

A Rússia afirma que Navalny, atendido depois de passar mal em um avião, não apresentou nenhum veneno em seu organismo quando ficou internado na Sibéria.

O opositor planeja voltar para seu país após seu tratamento na Alemanha.

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