Rússia suspende acordo de exportação de cereais

A Rússia suspendeu o acordo de exportação de cereais da Ucrânia que já permitiu o transporte, para fora do país, de nove milhões de toneladas de cereais e fez descer o preço dos alimentos no mercado mundial.

O Kremlin anunciou a decisão depois de um alegado ataque, com drones, perpetrado pelas forças ucranianas contra navios da frota do Mar Negro e navios civis envolvidos na segurança dos corredores de cereais.

O porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov, classificou o ataque como um ato terrorista e afirmou que "a preparação e o treino do pessoal militar do 73º Centro Especial Ucraniano de Operações Marítimas foram realizados sob a orientação de especialistas britânicos, baseados na cidade de Ochakiv, na região de Mykolaiv, no sul da Ucrânia".

Moscovo acusou, ainda, Londres de participar no planeamento, no apoio e na execução do ataque que ocorreu no Mar Báltico, no dia 26 de setembro, com o intuito de danificar os gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2.

Acusações que foram já repudiadas pelo Governo do Reino Unido.

O Ministério britânico da Defesa denunciou, e_ste sábado, as "falsas alegações" da Rússia. Numa declaração na rede social Twitter, escreveu que "para desviar a atenção do seu tratamento desastroso da invasão ilegal da Ucrânia, o Ministério da Defesa russo está a recorrer à divulgação de falsas reivindicações de proporções épicas"_ e que "esta história forjada diz mais sobre as disputas no seio do governo russo do que sobre o Ocidente".

Ainda este sábado, Rússia e Ucrânia trocaram prisioneiros. 52 ucranianos, incluindo dois antigos defensores da fábrica de aço Azovstal, em Mariupol, foram libertados, de acordo com informações da presidência ucraniana.

Kiev anunciou, ainda, que o exército continua a recuperar território na província de Kherson e que os russos estão a recuar e a "a desmantelar todo o sistema de saúde"