Guerra na Ucrânia: Rússia volta a bombardear Kiev

As tropas russas atacaram a capital ucraniana na madrugada deste domingo e atingiram pelo menos dois edifícios residenciais. O bombardeamento aconteceu no bairro histórico de Shevchenkivskyi. Até ao momento, fontes oficiais do Governo ucraniano só referem uma morte em consequência dos bombardeamentos contra uma zona residencial em Kiev. O ataque acontece horas antes do início da cúpula do G7 na Alemanha, onde são discutidos temas de relevância do momento.

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O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko disse através do Telegram que várias pessoas já foram hospitalizadas. Entre eles, uma menina de sete anos, acrescentou. "Ela está viva. Agora estão a tentar resgatar a mãe."

De acordo com o deputado ucraniano Oleksiy Goncharenko, a Rússia terá lançado 14 mísseis sobre a região de Kiev durante esta madrugada. O número de vítimas não é ainda conhecido.

Ucrânia pede ao G7 mais apoio militar e sanções contra a Rússia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que irá pedir mais assistência militar na cúpula do G7, que começa este domingo, perante o que chamou de "chuva de mísseis" russos.

Em um vídeo, Zelensky defendeu que o país "precisa mais do que qualquer outro lugar do mundo" dos "sistemas modernos" de defesa militar que fazem parte dos arsenais de vários países ocidentais.

O governo ucraniano exigiu neste domingo aos países do G7 reunidos em uma cúpula na Alemanha mais armas e sanções contra Moscou, após os novos ataques russos em um bairro próximo ao centro da capital Kiev.

"A cúpula do G7 deve responder com mais sanções contra a Rússia e mais armas pesadas para a Ucrânia", pediu no Twitter o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, pedindo "derrotar o imperialismo russo doentio".

"Uma menina de 7 anos estava dormindo pacificamente em Kiev até que um míssil de cruzeiro russo explodiu seu prédio", lamentou o ministro das Relações Exteriores ucraniano.

A capital ucraniana não registrava ataques russos desde o início de junho e, segundo jornalistas da AFP presentes no local, um incêndio ocorreu nos três últimos andares do prédio.

O autarca da capital ucraniana, Vitaly Klitschko, denunciou que o ataque foi uma forma de "intimidar os ucranianos (...) dada a proximidade da cúpula da OTAN", que se realiza a partir de terça-feira em Madrid.

"É extremamente importante que nas cúpulas desta semana, o G7 e a OTAN demonstrem que seu compromisso com a defesa da Ucrânia nunca será mais fraco do que o desejo de [Vladimir] Putin de tomá-la", disse Kuleba em um artigo de opinião escrito em conjunto com seu colega britânico. Liz Truss no domingo.

O ministro mais uma vez pediu mais armas pesadas e o endurecimento das sanções contra "todos que contribuem para a guerra de Putin". Ele também pediu a suspensão das importações de energia russa.

'Barbárie', diz Biden sobre ataques

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descreveu os novos bombardeios russos em Kiev, capital da Ucrânia, como "barbárie" durante a cúpula do G7 na Alemanha.

"É mais uma barbárie dele", respondeu Biden a jornalistas que lhe perguntaram sobre os ataques russos a um bairro residencial de Kiev, durante a cúpula que acontece aos pés dos Alpes, na região alemã da Baviera.

Rússia ataca centro de treinamento militar da Ucrânia perto da fronteira com a Polônia

A Rússia disse neste domingo que atacou três centros de treinamento militar no norte e oeste da Ucrânia, incluindo um perto da fronteira polonesa, dias antes de uma cúpula da Otan, da qual a Polônia é membro.

Esses bombardeios foram realizados com "armas de alta precisão das forças aeroespaciais russas e mísseis Kalibr (de cruzeiro)", disse o Ministério da Defesa russo em comunicado. Entre os alvos está um centro de treinamento militar das forças ucranianas no distrito de Starytchi, na região de Lviv, a cerca de trinta quilômetros da fronteira polonesa.

Os outros dois centros de treinamento ucranianos visados estão na região de Jytomyr (centro-oeste) e na região de Chernihiv (norte).

O porta-voz do ministério, Igor Konashenkov, citado no comunicado, não especificou onde ou quando os mísseis foram lançados, mas a Ucrânia anunciou no sábado que a Rússia realizou ataques naquele dia a partir de Belarus, país que faz fronteira ao norte.

Com esses bombardeios, a Rússia lembra mais uma vez que é capaz de atingir qualquer parte do território ucraniano, apesar de a maioria de suas operações serem realizadas atualmente no leste e no sul do país.

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