Rússia volta a negar interferência nas eleições dos EUA

O porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, em 18 de maio de 2018, em Sóchi

O Kremlin voltou a negar nesta segunda-feira (25) qualquer ingerência na eleição presidencial dos Estados Unidos em 2016, em reação ao relatório do procurador especial Robert Mueller que afirma que os russos realizaram ações para influenciar o resultado do pleito.

"Não vimos o relatório de Mueller e portanto não podemos comentar", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Mas nossa posição de princípio (...) é conhecida: nosso país nunca interferiu nos assuntos internos de outros países, incluindo dos Estados Unidos", completou Peskov, que denunciou acusações sem fundamento.

Em uma mensagem ao Congresso, o procurador-geral americano, Bill Barr, afirma que "as investigações do procurador especial não determinaram que a equipe de campanha de Trump ou qualquer outra pessoa tenham se associado ou coordenado com a Rússia para influenciar a eleição presidencial americana de 2016".

"Os resultados da investigação Mueller são uma vergonha para os Estados Unidos e sua elite política", declarou o senador russo Alexei Pushkov.

"Confirmam que todas as acusações foram inventadas", acrescentou.

As conclusões do relatório permitem a Moscou e Washington, cujas relações estão no pior nível desde o fim da Guerra Fria, "voltar a começar do zero em muitos assuntos", declarou o senador russo Konstantin Kosachev, citado pela agência RIA Novosti.