Raúl Castro faz 90 anos aposentado, mas continua presente nas ruas cubanas

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Mulher passa em frente a um outdoor com os rostos dos heróis da revolução cubana (da E para D) José Martí, Fidel Castro e Raúl Castro, e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, em Havana

Desde que entregou a liderança do Partido Comunista de Cuba em 19 de abril, Raúl Castro levou a sério sua aposentadoria e desapareceu do cenário público, mas sua imagem permanece nas ruas cubanas nesta quinta-feira (3), quando completa 90 anos.

Inclusive na véspera do aniversário, foi apresentado o livro "Revolução, a obra mais bonita" (em tradução livre), uma compilação de discursos e entrevistas do ex-presidente, no Palácio da Revolução de Havana, à qual ele não compareceu.

Seu sucessor, o presidente Miguel Díaz-Canel, agora também primeiro-secretário do PCC, esteve presente na homenagem junto com José Ramón Machado e Ramiro Valdés, comandantes históricos que acompanharam os irmãos Castro no triunfo da revolução em 1959, agora todos com quase 90 anos.

Durante 62 anos, Raúl, como é popularmente conhecido, esteve na vida dos cubanos como o vice de seu irmão, o líder Fidel Castro (1926-2016).

O único General do Exército de Cuba (quatro estrelas) ocupou a partir de 2008 os mais altos cargos do país, gerando fortes lealdades entre militares e simpatizantes, e ódio e rejeição entre opositores e críticos.

A mídia oficial saudou a data, mas não houve festejos públicos, como muitas veces foi feito nos aniversários de Fidel Castro, devido à pandemia de covid-19, mas também devido à sua personalidade mais introvertida e familiar do que a de seu irmão.

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