Racha do PDT: No Ceará, irmão de Ciro questiona apoio de pedetistas ao presidenciável

Ivo Gomes, irmão de Ciro Gomes, questionou o suposto apoio que alguns pedetistas têm dado à campanha presidenciável. (Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo)
Ivo Gomes, irmão de Ciro Gomes, questionou o suposto apoio que alguns pedetistas têm dado à campanha presidenciável. (Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo)

Ivo Gomes (PDT), prefeito de Sobral, berço político dos irmãos Ferreira Gomes no Ceará, utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (28) para questionar quem realmente tem apoiado o presidenciável Ciro Gomes (PDT) na campanha presidencial deste ano.

Supostamente brigado com o ex-ministro por ter entrado para uma campanha petista no Estado, o gestor afirma que ele sim, pede votos para o irmão, enquanto o líder do diretório estadual da sigla e os candidatos apoiados por Gomes não fazem o mesmo.

“Desafio: encontre nos Instagrans a seguir uma única referência ou pedido de votos ao Ciro”, diz Ivo na primeira imagem de uma sequência de prints dos perfis de Roberto Cláudio, André Figueiredo e Érika Amorim, candidatos ao Governo do Ceará, a deputado federal e ao Senado pelo PDT, respectivamente.

No fim do rolo de imagens, ele adiciona um registro do próprio perfil, no qual declara apoio ao irmão.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Ciro Gomes tem dito em entrevistas que não vai fazer campanha no Ceará por ter sofrido uma “traição” e levado “uma facada nas costas”.

Isso porque, além do rompimento entre a sigla dele e a do PT no Estado, parte da família dele declarou voto e até fez campanha para Camilo Santana (PT), ex-governador, eleito com apoio pedetista, que agora concorre a uma vaga no Senado em campanha com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com Elmano de Freitas, que disputa o Palácio da Abolição.

Além de Ivo, o ex-governador e atualmente senador Cid Gomes também declarou voto no petista para o Congresso e evitou se pronunciar sobre a corrida estadual.

A expectativa dele é, após o segundo turno, tentar reatar os grupos que sobreviveram juntos no poder por quase duas décadas. Mesmo votando declaradamente em Santana, os dois continuam realizando campanha para o irmão.