Rachadinha: Defesa de Flávio Bolsonaro diz que denúncia é 'macabra'

Juliana Dal Piva, Chico Otávio e Rayanderson Guerra
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Após ser denunciado pelo Ministério Público do Rio pelos crimes de organização ciminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no escândalo da "rachadinha", o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirmou por meio de seus advogados que a denúncia "já era esperada, mas não se sustenta". Em nota, defesa diz que acusação "não passa de uma crônica macabra e mal engendrada".

"Dentre vícios processuais e erros de narrativa e matemáticos, a tese acusatória forjada contra o Senador Bolsonaro se mostra inviável, porque desprovida de qualquer indício de prova. Não passa de uma crônica macabra e mal engendrada. Acreditamos que sequer será recebida pelo Órgão Especial. Todos os defeitos de forma e de fundo da denúncia serão pontuados e rebatidos em documento próprio, a ser protocolizado tao logo a defesa seja notificada para tanto", diz a nota da defesa do senador assinada pelos advogados Luciana Pires, Rodrigo Roca e Juliana Bierrenbach.

O procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, denunciou Flávio , seu ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 15 pessoas ao Tribunal de Justiça do Rio. A denúncia foi oferecida no dia 19 de outubro, informação tornada pública pelo MP do Rio no início da madrugada desta quarta-feira.

Em uma publicação no intagram, Flávio diz ainda que o MP do Rio comete uma "série de erros bizarros", "às vésperas da eleições municipais".

"Quebra ilegal de sigilos e sem nenhum fundamento (pessoa que trabalhou 3 meses teve sigilo quebrado por 12 anos), “fishing expedition”, uso do COAF como órgão investigador, informalidade nas trocas de informações entre órgãos públicos, cálculo errado de evolução patrimonial, acusações mentirosas contra pessoas que trabalhavam, suspeita de uso de “senhas invisíveis” por criminosos dentro da Receita Federal para distorcer informações fiscais, sem falar no juízo incompetentemente que promoveu todas essas atrocidades e mais algumas".

Na denúncia de cerca de 300 páginas, Flávio é apontado como líder da organização criminosa e Queiroz como o operador do esquema de corrupção que funcionava no gabinete do senador. Ambos foram acusados pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O relator do caso no Órgão Especial do TJ do Rio é o desembargador Milton Fernandes.

Advogado que defende Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta diz em nota que a defesa ainda não teve acesso ao conteúdo da denúncia.

"A defesa de Fabrício Queiroz tomou conhecimento da notícia do oferecimento de denúncia pelo MPRJ, sem, no entanto, ter tido acesso ao seu conteúdo. Inaugura-se a instância judicial, momento em que será possível exercer o contraditório defensivo, com a impugnação das provas acusatórias e produção de contraprovas que demonstrarão a improcedência das acusações e, logo, a sua inocência".