Rachel Reis, Hugo Henrique, Wiu, Mariah Nala e mais: 12 apostas musicais para 2023

Já virou tradição por aqui. O EXTRA aponta novas promessas musicais para o ano que vem. E é uma lista pé quente. O DJ Pedro Sampaio, por exemplo, liderou a seleção em 2020. E foi justamente o período que o consagrou para todo o país, embalado por “Sentadão”. Já a banda Jovem Dionísio esteve no time para 2022. E os paranaenses estouraram. Você já ouviu a música chiclete “Acorda, Pedrinho”, certo?

A curadoria passeia por diferentes gêneros musicais. Tem MPB, funk, trap, sertanejo, pagode, gospel, pop e forró. Os critérios adotados são diversos. Levam em consideração a originalidade, mas também o trabalho consonante com as tendências de consumo pelo público.

Performance nos streamings de música influenciam, mas não são determinantes. Mais do que um número absoluto de reproduções ou ouvintes, a lista tenta abarcar artistas capazes de furar as próprias bolhas.

Falando nelas, não são apenas as bolhas digitais que interessam. A origem dos artistas também. A capacidade de expandir para outras partes do país também pesa. Alguns dos presentes já têm indícios claros de que começaram essa expansão ainda em 2022, o que ajuda a entender por que serão imbatíveis no próximo ano.

Mas o mais importante que definir o que vai bombar, ou definir o que é fazer sucesso, uma coisa é certa: as listas sempre estão recheadas de grandes talentos. E que valem ser incluídos na sua playlist o ano todo.

Veja a lista completa

Rachel Reis

Nascida em Feira de Santana, na Bahia, a cantora viu seu single “Maresia”, de 2021, só figurar nas paradas musicais no início deste ano. O impulso a motivou fazer um clipe para a música e a embalou no lançamento do álbum “Meu esquema”. É uma boa representante da nova MPB. Leve, mas também suingada. O sotaque é charme a mais. Rachel também é figurinha carimbada em festivais ano que vem.

DJ LK da Escócia

“Tubarão, te amo”. Cantou no ritmo? Agradeça a ele que soube aproveitar samples eficientes com um bom time de funkeiros para criar um dos maiores virais do ano. Ligado em tendências, união é com ele mesmo. E começa dentro de casa. O artista, de 21 anos, que já fez música até para Mel Maia, é filho de MC Créu. Recentemente, contou com a ajuda do pai para resolver treta com MC Carol. Já está tendo até briga de artista.

Wiu

Apadrinhado por Matuê, com quem já teve uma parceria de sucesso (“Vampiro”), o cearense Wiu tem recém-saído do forno o seu primeiro álbum: “Manual de como amar errado”. Vale ouvir (tudo, claro) “Oração” e “Coração de gelo” para ter uma boa ideia da variedade presente no trap do artista, de apenas 19 anos. Os clipes estão no canal da 30praum (a produtora) e tem uma boa identidade visual.

Clayton e Romário

Nascidos em Goiânia, mas ganhando sucesso em Belo Horizonte, os irmãos gravaram um DVD no estádio do Mineirão, ainda a ser lançado. Vale se atentar ao feat com Jorge e Mateus (“Água nos zói”) , assim como a visão de negócio da dupla. Eles criaram a marca de shows “Clayton e Romário no churrasco”, algo atrativo para o público acostumado a “Buteco do Gusttavo Lima”, por exemplo.

Lou Garcia

Bem diferente de quando se apresentou aos 15 anos na primeira temporada do “The voice Kids”, Lou Garcia é a revelação do indie pop. Seu single “Não fosse tão tarde” mostra potência na docilidade e na voz rasgada. E é cheio de personalidade. A baiana, de Salvador, tem trabalhado com o produtor Gustavo Schirmer, o mesmo da banda Jovem Dionísio.

Thiago Pantaleão

O fluminense de Paracambi está cada vez mais presente nas pistas de pop. Sabe fazer música farofa, dançante (ele tem um rebolado!), mas também conquista nas melódicas com seu falsete. Fala de amore também de homofobia e racismo que já sofreu. Vem conquistando espaço em programas de TV e atraindo nomes da música pop. O álbum, “Fim do mundo”, foi lançado pela Som Livre.

Hugo Henrique

Não é à toa que o primerio EP desse sertanejo, de 18 anos, se chama “Virada de chave”. Lançado em novembro, mostra que agora ele quer (e merece) ganhar os holofotes. Hugo Henrique já compôs grandes sucessos do sertanejo nas vozes de outros cantores. “Ausência”, de Marília Mendonça, por exemplo, também é dele. Ele já foi empresariado por Jorge e Mateus e agora é aposta da Universal Music.

Luan Pereira

Luan Pereira tem uma voz grave marcante e inconfundível. Representante do ano no agronejo, na temática e no estilo (o cinto de fivela é inseparável), ele já tem parcerias com Zé Felipe e a boiadeira Ana Castela. No TikTok, ele faz sucesso não só com as músicas, mas produzindo os próprios memes. Esses vídeos, bem simples, acabam virando teaser para os seus singles. É divulgação inteligente e dá certo.

Maria Marçal

De Rio das Ostras, com apenas 13 anos, Maria Marçal já impressiona com o vozeirão para cantar louvores. O cover de “Deserto”, de Anderson Freire, a fez viralizar nas redes sociais. São mais de 80 milhões de reproduções no Youtube em menos de seis meses. Contratada da MK Music, uma das principais gravadoras no segmento gospel, juntos preparam repertório totalmente autoral.

Matheusinho

De Niterói, Matheusinho é um bom representante da nova geração do pagode. Na estrada com trabalhos autorais desde 2019, chamou a atenção de ídolos ao marcá-los nas publicações que fazia nas redes sociais. Desde então, acumula parcerias com nomes de peso, como Mumuzinho, Belo e Ferrugem. O último álbum, produzido por Suel, reúne de músicas românticas a medleys divertidos.

Mariah Nala

A carioca começou a publicar covers aos 12 anos. A projeção nacional veio ao cantar na missa de sétimo dia de Paulo Gustavo um hit de Beyoncé. Em 2023, a artista completará 18 anos e vai lançar o primeiro álbum. Aposta da Sony Music, Mariah Nala tem investido em aulas de canto e dança para se transformar numa diva pop. Voz potente e carisma ela tem de sobra.

Gupe

A dupla gaúcha adepta do modelo um banquinho e o violão ganhou destaque fazendo covers na web. E trazem originalidade para versões já consagradas, como em “A lua q eu t dei”, de Ivete Sangalo, ou “Coisas que eu sei”, da Danni Carlos. O sucesso no TikTok de Guga Lamar e Pedro Freitas é chamariz para o público poder conhecer também os singles autorais.