Rafael Cortez lança álbum com dez músicas, inspirado pela pandemia da Covid e com participação de neta de Elis Regina

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Mais conhecido como humorista, mas também ator, cantor, compositor e violonista, Rafael Cortez transformou a dor em arte. Nesta sexta-feira (dia 5), ele lança o álbum independente “Que sorte a minha”, com músicas inspiradas e compostas na pandemia da Covid-19. O trabalho tem produção musical do cantor Pedro Mariano.

— O álbum não poderia ter um título melhor quando penso na minha relação com a música brasileira. Esse nome faz ainda mais sentido quando penso em como nasceu a maior parte das peças que o público vai ouvir: foi a minha resposta à pandemia imposta pela Covid-19 — conta Cortez: — A doença mudou radicalmente nossas vidas e ceifou milhares de outras. Mas dela, entre outras criações pessoais, fiz nascer as obras desse álbum.

Para ele, o nome “Que sorte a minha” caiu como uma luva também por conta dos encontros que pôde ter nesse trabalho.

— O disco conta com a produção musical de Pedro Mariano, que trouxe um time de arranjadores e músicos excepcionais como Conrado Goys, Herbert Medeiros e Agenor de Lorenzi, entre outros — explica.

A produção executiva é de Patricia Fano e o disco foi gravado no estúdio de Dudu Borges.

— A cereja do bolo é ter a participação de Rafaela Mariano, jovem de 14 anos filha de Pedro e neta de Elis, nos backing vocals de algumas faixas — comemora Cortez, completando: — É um privilégio saber que um projeto como esse nasceu do meu coração no meio de uma pandemia e em um país como o nosso, num contexto onde tudo estava tão ruim e as perspectivas não eram as melhores. “Que sorte a minha” é um registro de uma época e é a minha resposta ao que eu vivi. É uma expressão de amor, por amor e com amor. Espero que seja com esse mesmo sentimento que ele agora siga vivo.

O álbum está disponível em todas as plataformas digitais. Além da versão digital, com distribuição da Tratore, serão disponibilizados 500 cópias em CD físicos com venda digital. Cortez comenta as faixas:

— “Um abraço” veio no começo do isolamento social e fala da necessidade de mantermos os carinhos ativos, mesmo não sendo físicos, já que a doença não deixava. Ficamos reflexivos e tentamos nos encontrar muitas vezes em meio ao caos das privações. “Espelho” é de outra fase da minha vida, mas coube neste contexto. Fragilizados pelos impactos da doença, reforçar os laços de amor era vital. Por isso nasceu a faixa que dá nome ao disco, bem como “Benigno”, uma canção que fala de Deus. Bons amigos fazem a diferença em tempos duros, e por isso “Presente”, criada em 2019, antes da pandemia, coube aqui. Ao mesmo tempo, a gente queria voltar a ser livre e sonhava com a retomada da vida normal, ou possivelmente muito melhor: “Bicho solto” fala disso, num samba onde “podemos tudo mas não podemos nada”. Já “Guenta aí!” é a promessa da festa como recompensa por dias tão duros. A revolta diante do contexto da doença em âmbito político-Brasil trouxe dois protestos: “Deus nos proteja” e “Triste Brasil”. Da dor de perder tanta gente para o vírus, nasceu “Pra chorar juntinho aos meus” e fez com que “Rua das Estrelas Sirius”, canção minha de anos atrás, fizesse sentido de estar no disco.

Rafael já tem quatro trabalhos musicais lançados. Foram dois álbuns de violão solo, com suas próprias composições (“Solo”, em 2005, e “Elegia da alma”, em 2011), um disco de versões novas para as músicas mais engraçadas da MPB, chamado “MDB – Música Divertida Brasileira”, um álbum de pop-rock ao lado da banda Pedra Letícia e o EP “MPB – Naquele tempo”, lançado em 2019, pela Sony Music, com suas primeiras composições de MPB. Todos bancados com recursos próprios.

Segundo Cortez, foi com o lançamento de seu EP em 2019 que ele se encontrou mesmo na música. Estudante de violão desde os 17 anos e amante de MPB desde sempre, decidiu dedicar tempo e energia musical ao gênero de que mais gosta. Em 2017, ele já havia mostrado isso ao Brasil, na tela da Globo, quando foi um dos competidores da primeira edição do reality “Pop Star”.

O artista promete para breve programa próprio na TV aberta, atuação em uma série e um novo solo de comédia.

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