Rafinha Bastos pede boicote ao Carrefour após assassinato de homem negro; artistas repercutem

Emily Santos
·4 minuto de leitura
Reprodução
Homem negro é espancado e morto por seguranças do Carrefour. Imagem: Reprodução

Após o vídeo de dois suspeitos de espancarem e matarem brutalmente um homem negro viralizar nas redes sociais na quinta-feira (19), véspera do dia da Consciência Negra, milhares de pessoas usaram as próprias redes sociais para expôr a situação. E alguns famosos também não se calaram diante da barbárie do caso.

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O assassinato de João Alberto Silveira de Freitas aconteceu em uma loja da rede Carrefour em Porto Alegre (RS) e é assunto ainda na manhã de sexta-feira (20).

O ator Helio de La Peña ironizou o crime em sua conta no Twitter. “Carrefour e seu jeito de celebrar o dia da Consciência Negra”.

Ludmilla também referenciou a data em sua publicação. “Queria poder dizer que é uma grande ironia um preto ser espancado até a morte bem às vésperas do dia da consciência negra, mas não. Até quando vamos ter que lutar pra sobreviver como se não fosse um direito, apesar de todos os nossos deveres? Não há o que celebrar”, e pediu justiça por Beto.

Já o apresentador Rafinha Bastos divulgou informações sobre um protesto na frente da loja onde o crime aconteceu e relembrou o histórico de polêmicas da rede. No Instagram, ele também foi incisivo sobre o caso. “Vídeo registrado no Carrefour Porto Alegre. O homem negro espancado, veio a falecer. Tudo isso no dia da Consciência Negra. Esse é o Brasil que se comove com George Floyd e não percebe que essa merda acontece todo dia por aqui. O histórico de atrocidades do Carrefour no Brasil inclui ainda o espancamento de cachorro e a ocultação de cadáver com guarda-sol durante o expediente. Tem que boicotar essa m****. É o mínimo a se fazer”

Mano Brown, rapper integrante do grupo Racionais MC's, também estimulou o boicote à rede de supermercado em uma publicação. “Boicote é para ser usado! Nosso dinheiro eles nunca discriminam!”.

O ator e ex-BBB Rodrigo França se mostrou mortificado com o que aconteceu. “Um homem negro foi especado até a morte por seguranças brancos, no supermercado Carrefour”, escreveu repetidamente em sua rede social.

Pathy Dejesus também repercutiu o caso. Ela compartilhou em sua conta no Instagram uma publicação da Jornalista Flávia Oliveira. “João Alberto Silveira de Freitas. Homem Negro. 40 anos. Espancado até a morte por 2 seguranças brancos no Carrefour em Porto Alegre. Dia da Consciência Negra”, escreveu a atriz na legenda.

Preta Gil comentou sobre a perveersidade do racismo em uma publicação. “Eu até tinha preparado um feed todo lindo em celebração ao Dia da Consciência Negra, mas o racismo é tão perverso que não nos dá descanso nunca! João Alberto Silveira Freitas foi assassinado covardemente ontem à noite em um supermercado em Porto Alegre. Temos que cobrar justiça, sem justiça não há paz!”.

Histórico de polêmicas

Essa não é a primeira vez que a rede Carrefour para nas redes sociais por crimes ou polêmicas em suas dependências. Em agosto deste ano, um representante de vendas morreu enquanto trabalhava em uma unidade da rede Carrefour no Recife. Ele teve o corpo coberto com guarda-sóis e cercado por engradados de cerveja e tapumes improvisados entre as gôndolas. Mesmo com o corpo no chão do estabelecimento, a loja seguiu funcionando normalmente, fato que gerou revolta nacional.

Corpo de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava unidade do Carrefour no Recife foi coberto com guarda-sóis -  Foto: Reprodução/Redes Sociais
Corpo de representante de vendas que morreu enquanto trabalhava unidade do Carrefour no Recife foi coberto com guarda-sóis - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Outro caso que ganhou visibilidade nacional foi a morte de um cachorro no final de novembro do ano passado em uma unidade de Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Um segurança da loja agrediu o animal utilizando uma barra de ferro. O Carrefour foi condenado a pagar R$ 1 milhão por conta dos maus-tratos cometidos pelo segurança.

Resposta da rede

Com a repercussão do caso mais recente, o Carrefour informou que lamenta profundamente o caso e que já foi iniciada uma rigorosa apuração internada sobre o caso. A rede alega ter tomado providências para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

A rede de supermercados atribuiu o episódio aos seguranças e diz que irá romper o contrato com a empresa que responde pelos funcionários que agrediram João Alberto até a morte. O Carrefour classificou o episódio como ato criminoso.

Os dois suspeitos foram identificados e presos em flagrante. Um deles é policial militar e foi encaminhado para um presídio militar. O outro é segurança da loja e está em um prédio da Polícia Civil. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre.

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