Rainer Cadete diz que paternidade pode mudar Visky em 'Verdades Secretas 2'

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 30.08.2017: FILME-LANÇAMENTO - O ator Rainer Cadete na pré-estreia do filme
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 30.08.2017: FILME-LANÇAMENTO - O ator Rainer Cadete na pré-estreia do filme

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "Uma pessoa livre de conceitos. Um sobrevivente, uma pessoa que lutou muito para ser aceito". É dessa forma que o ator Rainer Cadete, 34, descreve a personalidade de seu personagem Visky em "Verdades Secretas 2", trama cuja nova leva de episódios chega ao Globoplay no próximo dia 17.

E será justamente nessa nova fase que o booker terá sua principal reviravolta na história: vai se tornar pai. "Quando descobri isso eu achei sensacional. Eu sou pai também. Fui pai aos 19 anos. Acho uma das experiências mais transformadoras da minha vida e desconfio que vai ser assim para o Visky também. Ele sempre quis ter uma família", avalia.

O filho de Cadete se chama Pietro e tem 14 anos. Ao GShow, o ator confidenciou que o trabalho do pai tem gerado debates e conversas em rodas de amigos do filho. E os papos em casa sobre sexualidade e erotismo são discutidos abertamente, sem tabu.

Dono de um humor único e sexualidade fluida, Visky é um dos nomes que circula por todos os núcleos da novela. Ele foi o responsável por descobrir que Cristiano (Romulo Estrela) é um investigador atrás de Angel (Camila Queiroz), atendeu os caprichos de Blanche (Maria de Medeiros), começou a se envolver com Joseph (Ícaro Silva) e ainda garantiu uma vaga para Lara (Julia Byrro) na Blanche Models.

"Ele tem uma dualidade como todos nós. Todos nós somos muito além de uma questão maniqueísta. Somos seres muito mais complexos, a gente é capaz de ter atitudes boas e não tão boas assim, no mesmo dia, no mesmo momento", aponta o artista.

No papel que pode ser encarado como o mais importante de sua carreira, Cadete conta que a cada dia que passa tem se sentido melhor e mais desconstruído.

"Aprendi a amar mais meu lado feminino. O Visky me atentou a olhar para além do patriarcado e isso foi muito determinante para mim. Pensar a masculinidade como uma performance mesmo. Como se, por exemplo, as mulheres fossem mais sensíveis e os homens menos. Não é bem assim", reflete.

Além de contar com a ajuda de preparadores, fonoaudióloga, preparador corporal, terapeuta, personal, coach e nutricionista, Cadete revela que também tem sido fundamental para encarnar Visky a inspiração em pessoas que conhece bem. É o que ele chama de "mergulho transformador".

"[Me inspiro na] Minha mãe, minha irmã, as mulheres da minha família a quem eu devo tudo. Meus amigos LGBTQIA+, a RuPaul, a dança Vogue e tudo o que ela representa. E no cotidiano também, todas as pessoas que eu vejo que têm um pouco do Visky", conta.

De acordo com ele, todo mundo que encontra pelo caminho que fala alguma coisa de um jeito que tem a ver com o personagem, ele costuma pegar como referência. "Guardo dentro de um potinho e na hora certa eu uso."

Em recente entrevista à Folha de S.Paulo Rainer Cadete disse que retomar o papel do booker responsável por, entre outras coisas, ensinar a protagonista Angel a desfilar de salto alto, tem exigido esforços e transformações físicas por parte dele.

Dentre as mudanças, Cadete teve de emagrecer 15 kg e pintou o cabelo de azul. "Adoro mudar para um trabalho e amei a cor", disse ele, acrescentando que manter o tom dos fios dá trabalho. "Todo o mês eu tenho que descolorir a raiz. Não posso mergulhar em piscina nem no mar. E eu mesmo retoco o meu azul a cada dois dias. Tenho a tinta aqui, misturo um creme e passo o azul", descreveu.

Na segunda parte da trama, ele antecipa que Visky ganhará mais espaço. "Ele está mais maduro, segue trabalhando nesta área da moda e cresceu", adiantou. "Eu tenho certeza que o público não vai se decepcionar [com ‘Verdades Secretas 2’]."

Em 2015, na primeira versão, mais do que o desafio de aprender a andar com elegância e leveza em cima de um salto 15 —foram quatro meses de aulas semanais que resultaram em uma única cena que foi ao ar—, o personagem exigiu do ator transformações profundas, no que ele considerou a mais intensa preparação de sua carreira.

"O Visky me ensinou e me ampliou essa consciência de um homem mais desconstruído e capaz de compor com o movimento feminista, com as mulheres", disse.

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