'Rainha das Lives', Teresa Cristina volta aos palcos nesta sexta-feira

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A “Rainha das Lives” está de voltaaos palcos. Nesta sexta-feira (10), às 22h, no Viva Rio, TeresaCristina faz seu primeiro show presencial desde carnaval do ano passado. A sambista está ansiosa para reencontrar seus fãs, os “cristiners”.

— A sensação de reencontrar opúblico é estranha, né? Não sei como vai ser, como vou reagir. É uma sensaçãobem diferente. Nunca senti isso — conta Teresa ao GLOBO.

Ainda no início da pandemia deCovid-19, em 26 de março de 2020, Teresa começou a fazer lives diárias de suacasa, na Vila da Penha, subúrbio do Rio. A sambista dividiu a tela com outrosídolos da música brasileira, como Gal Costa, Caetano Veloso, Lulu Santos,Angela RôRô e Gilberto Gil. Ela também aproveitou as lives para lamentar asdiversas crises que o país atravessa e descobriu que, apensar do distanciamentosocial, não estava sozinha.

— A lição que aprendi nos encontrosvirtuais é que a gente nunca está sozinha quando falamos para os nossos — diz. —Procurei reunir pessoas que pensassem parecido comigo musicalmente e mesurpreendi. Também encontrei pessoas que musicalmente estavam distantes de mim.

Após estrear nas lives, Teresa viuseus seguidores no Instagram crescerem 423%. Também recebeu o Ordem do Mérito CulturalCarioca, a Medalha Chiquinha Gonzaga, foi eleita a Artista do Ano pelaAssociação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) e ganhou Prêmio Faz Diferença,do GLOBO, na categoria “Ela”.

Dirigido por Paulo Sete Cordas, oshow desta sexta seguirá os protocolos sanitários, como a limitação do públicoa um terço da capacidade da casa de espetáculos. Desde o começo da pandemia,Teresa subiu no palco uma única vez, em 28 de fevereiro, dia do seuaniversário, para uma live especial realizada no Viva Rio sem a presença dopúblico.

No show desta sexta, a cantora vairepetir parte do repertório apresentado na live de aniversário. Estãoconfirmadas canções de sua própria autoria, como “Candeeiro” e “Cantar” esambas de Noel Rosa (“Conversa de botequim”), Clara Nunes (“Tristeza e pé nochão”), Zeca Pagodinho (“Água da minha sede”) e Chico Buarque (“Meu guri”). AoGLOBO, ela confirmou que também vai cantar quatro músicas inéditas e disse quefoi o samba foi seu porto seguro durante o isolamento.

— O samba tem o contato como quaseque um ponto principal. Mas o samba, antes do contato, ele é resistência. Eletem força para se manter mesmo durante a ausência dos palcos e das rodas desamba. Essa força se chama ancestralidade. É isso que segura a gente. Segurou agente até agora e vai continuar segurando até tudo voltar ao normal.

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