Raio-X do Atlético-MG: Projeto vitorioso em campo tem desafio de expandir torcida para além do Sudeste

Sustentado pelo dinheiro de mecenas, o projeto do Atlético-MG se mostrou bem-sucedido em campo. O time é o atual campeão brasileiro, da Copa do Brasil e Mineiro. Com títulos e ídolos no elenco, como Hulk, o Galo tem as armas para tentar superar um gargalo mais complexo: a nacionalização de sua torcida. A pesquisa O GLOBO/Ipec aponta que a força local do clube não se sustenta fora do Sudeste.

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Com a 10ª maior torcida no levantamento geral (2,1%), o Atlético sobe de posição e vê este percentual mais que dobrar na Região Sudeste: é o sexto mais popular (4,6%). Mas, fora dela, torna-se um coadjuvante. No Norte e no Centro-Oeste, não saiu do 0%. No Nordeste, apenas 0,2% dos entrevistados disseram torcer para o Galo. No Sul, a situação a adesão não é muito diferente: 0,3%.

Alguns outros dados chamam a atenção. Numa divisão por renda familiar, é possível ver que o torcedor atleticano possui perfil mais popular. É nas faixas até um salário e entre um e dois salários que está a maior adesão: 2,3% no primeiro e 2,8% no segundo. A classe média é o ponto fraco do Galo, com apenas 1,2% da preferência entre quem vive em lares com renda de dois a cinco salários. Já onde a renda é superior a cinco, a adesão é de 2,2%.

Já em relação à faixa etária, há pouca adesão entre os mais. Na camada de quem tem 60 anos ou mais, apenas 1,4% responderam torcer para o Atlético. As maiores parcelas estão nas gerações intermediárias: entre 25 e 34 (2,9%) e entre 35 e 44 (2,2%), provável fruto do bom período vivido pelo clube nos anos 80, quando se notabilizou como o grande rival do Flamengo de Zico.

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Nas categorias raça/cor, chama a atenção a menor penetração entre os negros. Entre os pretos e pardos, 1,8% disseram ser atleticanos. O percentual é menor do que entre os brancos (2,4%) e, principalmente, entre os que não se declaram nem brancos e nem negros (2,9%).

Assim como ocorre com os negros, o Atlético também tem aceitação menor entre os evangélicos. Apenas 1,6% deles responderam torcer para o Galo. A adesão entre os católicos (2,1%) e os que se declaram praticantes de outras religiões ou ateus/agnósticos (2,6%) é mais expressiva.

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