Raio-X do Cruzeiro: Jovens e idosos se destacam entre os torcedores do clube

A crise recente do Cruzeiro, em sua terceira temporada seguida na Série B, pode não afetar tanto a renovação de sua torcida. A pesquisa O GLOBO/Ipec mostra que é justamente entre os mais jovens que o clube mineiro se sai melhor. Resultado de anos seguidos em que a Raposa se manteve como uma das equipes mais competitivas (e vitoriosas) do país.

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Dono da sétima maior torcida do Brasil, escolhido por 3,1% dos 2 mil entrevistados, o Cruzeiro vê esse percentual subir para 4,4% na faixa entre aqueles que possuem de 16 a 24 anos. É a geração que cresceu vendo o time vencer os Brasileiros de 2003, 2013 e 2014 e ser vice campeão da Libertadores de 2007.

Um olhar sobre a torcida cruzeirense através da divisão por faixas etárias mostra que adesão é maior entre os jovens e os idosos. O que não é nada contraditório se levarmos em consideração que os dois períodos mais vencedores do clube foram, além dos anos 2000 e 2010, a geração liderada por Tostão, entre as décadas de 1960 e 1970. Na faixa de 60 anos ou mais, 3,7% dos entrevistados disseram torcer para a Raposa.

As camadas intermediárias são as de adesão menor. A mais baixa está na entre 35 e 44 anos: apenas 1,7%. É pouco mais que a metade da média total do clube. O percentual atende por um período que nenhum cruzeirense gosta de lembrar: os anos 1980, chamados de década perdida da Raposa devido à falta de ídolos e de conquistas no período.

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Chama a atenção também a dificuldade de penetração do Cruzeiro fora de sua área de influência. A força de atração do clube é praticamente limitada à Região Sudeste (6,9%), onde ele está localizado. No Norte, Centro-Oeste e Nordeste, não houve respostas para o percentual sair do 0%. No Sul, apenas 0,7% afirmaram torcer para o clube.

No que diz respeito à religião, um leve predomínio dos católicos: 3,3% deles disseram ser cruzeirenses, contra 2,9% de penetração entre os evangélicos e outras denominações. Já em relação à cor da pele, os negros são se destacam. Entre os pretos e pardos, 3,8% responderam torcer para o Cruzeiro. Entre os brancos, o percentual é de 2,3%. Dos que não se declaram brancos ou negros, 2,9% são torcedores da Raposa.

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