Raio-x da seleção da Argentina na Copa 2022: escalação, craque, hino e mais informações

Tabela na 1ª fase

22 de novembro - Argentina x Arábia Saudita - 7h

26 de novembro - Argentina x México - 16h

30 de novembro - Argentina x Polônia - 16h

O plano

Esta é a primeira vez que a Argentina chega a uma Copa do Mundo em paz. Animada, sim, mas também calma. A maior força do time é o coletivo, o fato de que todos correm pelos outros e isso tem sido demonstrado diversas vezes nos últimos quatro anos. Todos no time - e na seleção como um todo - sabe seu papel: esta é uma engrenagem bem azeitada.

O atual ciclo começou no final de 2018, depois da passagem desastrosa de Jorge Sampaoli no comando, que incluiu uma eliminação nas oitavas na Rússia e problemas dentro e fora de campo. Lionel Scaloni, que tinha sido assistente de Sampaoli, assumiu o comando interinamente - junto com Pablo Aimar - e o ex-jogador do Deportivo La Coruña e da Lazio nunca mais olhou pra trás.

Seu contrato foi renovado para incluir a Copa América de 2019, em que a Argentina terminou em terceiro, e novamente depois até o final da Copa. A Argentina nem sempre jogou bem com Scaloni, e houve momentos em que o time pareceu indeciso sobre como jogar, até um pouco confuso. Mas, lentamente, tudo se ajeitou.

Tabela: Veja tabela de jogos da Copa do Mundo 2022

Simulador: No simulador da Copa do Mundo 2022, você decide quem ganha

Primeiro, Scaloni descartou alguns jogadores que estavam perto do final de suas carreiras e manteve suas decisões para formar um elenco coeso que vai para a Copa com uma invencibilidade de 35 jogos, dois a menos do que o recorde alcançado pela Itália de Roberto Mancini entre 2018 e 2021. Scaloni foi criticado no começo de sua passagem, mas as críticas não existem mais agora.

Parte dessa sequência incluiu o título da Copa América de 2021, o primeiro grande título do país em 28 anos. Superando o Brasil na final no Maracanã tornou esse triunfo ainda mais doce para os argentinos. Em junho, a Argentina venceu a "Finalissima" contra a Itália com uma vitória totalmente dominante em Wembley.

O time tem uma mistura de juventude e experiência, além, é claro, de Lionel Messi. A Argentina vai ao Catar, portanto, pensando no título, o que é um sonho para todo o país e, acima de tudo, para "La Pulga". Há muitos na Argentina que acreditam que o futebol deve uma Copa a Messi.

O técnico

A trajetória de Lionel Scaloni é fora da curva. Ele tinha sido apenas um auxiliar antes de assumir o comando da Argentina, e esse é parcialmente o motivo das críticas que sofreu no início deste ciclo. Entretanto, ele se cercou de pessoas que confiava desde sua época como jogador: Aimar, Roberto Ayala e Walter Samuel. E isso mudou a narrativa. O título da Copa América e ter feito Messi sorrir fez de Scaloni praticamente imune a críticas e os torcedores hoje o amam. O time é chamado no país de "La Scaloneta", um tipo de ônibus em que todos estão rumo ao Catar.

A estrela

Lionel Messi é o capitão e símbolo do time que, aos 35 anos, está indo para sua quinta Copa com o sonho de realizar seu sonho de se tornar campeão do mundo. Ele perdeu um pouco da velocidadee xplosão, mas por outro lado encontrou um espaço confortável na seleção. Ele estáfeliz e isso é um bom sinal para ele e para o país. Vencer a Copa América tirou o peso do fracasso internacional dos sues ombros e há um sentimento de que ele terá sua melhor Copa do Mundo.

Herói anônimo

Por muitos anos, a Argentina procurou por um líder na defesa para dar a estabilidade e confiança que o time precisava para prosperar no ataque. Finalmente surgiu Cristian Romero, "El Cuti", e tudo se arrumou no time. Ele tem apenas 24 anos mas chegou com naturalidade na Premier League depois de sua transferência para o Tottenham vindo da Atalanta no ano passado. Ele foi uma das últimas peças do quebra-cabeça de Scaloni, chegando à Seleção pouco antes da Copa América de 2021 e ainda não tem uma derrota pela Argentina.

Escalação provável

(4-3-3) Martínez; Molina, Romero, Otamendi, Acuña; Paredes, De Paul, Gómez; Messi, Di María, Lautaro Martínez

Posição sobre a Copa no Catar

Assim como outros países da América do Sul, a Associação de Futebol da Argentina (AFA), os jogadores e a comissão técnica têm silenciado sobre os assuntos relacionados ao país-sede, seja sobre os direitos LGBT ou dos trabalhadores imigrantes. È muito raro os jogadores tomarem alguma posição política, então não espere que ninguém quebre essa lógica: o país está focado em trazer a Copa para casa.

Hino Nacional

O hino nacional argentin foi escrito pelo claramente multi-talentosos político Vicente López y Planes e a música foi composta por Blas Parera e aprovado pela Assembleia Geral Constituinte em 1813. Ele inicialmente incluía um forte sentimento anti-espanhol, que foi retirado em 1923. Ele começa com o verso "Ouçam, mortais, o grito sagrado: Liberdade, liberdade, liberdade! Ouçam o som das correntes quebradas; Veja no trono a nobre igualdade". Mas por causa do tamanhodo hino, normalemnte apenas a introdução instrumental é executada nos jogos.

Ídolo da torcida

Diego Armando Maradona, quem mais? El Pelusa venceu a Copa para a Argentina no México em 196 com a memorável partida contra a Inglaterra nas quartas. Quatro anos depois da Guerra das Malvinas, aquela vitória foi gigante para a Argentina e imortalizou Maradona com dois gols, uma das arrancadas mais brilhantes que o torneio já viu o e o gol da Mão de Deus. A Argentina ainda venceu a Bélgica nas semis e a Alemanha Ocidental na final. Não tenha dúvidas: esta foi a Copa de Maradona.