Raio-X do São Paulo: Pesquisa O GLOBO/Ipec reforça percentual superior de torcida entre mais ricos

Se há um estereótipo que encontra eco na realidade é o de que o São Paulo faz muito sucesso entre torcedores das classes mais abastardas do Brasil. A pesquisa O GLOBO/Ipec reforçou essa percepção com números. O terceiro time mais popular do país conta também com o grande poder aquisitivo de uma parte considerável de seus torcedores.

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No recorde de renda familiar entre os 2 mil torcedores entrevistados, o percentual de são-paulinos dá um salto em comparação ao número geral. O tricolor do Morumbi apresenta, entre aqueles que declararam renda igual ou superior a cinco salários mínimos, a preferência de 15,1%. Esse número é bem maior do que os 8,2% dos entrevistados gerais.

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Quando comparado ao percentual de são-paulinos entre os que recebem até um salário mínimo, a presença do clube entre os mais ricos fica ainda mais evidente: apenas 7,7% dos que disseram receber a menor renda na amostragem da pesquisa torcem para o São Paulo. Coincidência ou não, sua percentualmente sua presença é significativamente maior no Sudeste (11%), região mais rica do país, do que nas duas regiões mais pobres, Centro-Oeste/Norte (7,2%) e Nordeste (7%).

Torcida jovem e religião

A pesquisa O GLOBO/Ipec também apresentou dois aspectos peculiares da torcida do São Paulo. O primeiro, quanto à faixa etária. Os percentuais de são-paulinos que responderam ao questionário entre 16 e 24 anos (8,6%), e 25 e 34 anos (10,5%), foi bem superior ao número percentual dos que disseram ter 60 anos ou mais (5,1%).

Além disso, o clube com nome de santo não conta com percentuais expressivos de torcedores que se disseram católicos (7,5%). O mesmo cabe aos que se apresentaram como evangélicos (7,7%). O maior percentual de torcedores do São Paulo apareceu entre os que citaram outras religiões (10,7%). Neste grupo entram também agnósticos e ateus.

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