Randolfe diz que relatório da CPI da Covid apontará 'de 25 a 30 nomes', incluindo Bolsonaro

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Brazilian Senator Randolfe Rodrigues looks on during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil May 5, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Para Randolfe Rodrigues, não deveria ser necessária a CPI para indicar os crimes de Bolsonaro. Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Segundo cálculos do senador, trabalhos devem se encerrar no fim de setembro

  • Vice-presidente da CPI diz que relatório será 'vastíssimo'

  • Ele afirma que comissão não aceitará 'engavetamento'

Para o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), de 25 a 30 pessoas devem ser indiciados no relatório final da comissão, que pode incluir o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Diria que teremos de 25 a 30 nomes de indiciados. Não vejo como o presidente da República pode escapar de indiciamento. Ele já responde a inquérito no STF [Supremo Tribunal Federal] por prevaricação, tem um conjunto de outros crimes que não tem como não constar o nome do presidente da República", afirmou em entrevista ao portal UOL.

O senador também opinou que as ações do presidente da República extrapolaram tanto os limites, que não deveria ser necessária a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para enquadrar sua conduta como criminosa. "Bastava mostrar os vídeos dele oferecendo cloroquina, desdenhando da vacina, convocando os brasileiros a se jogarem ao vírus. Olhando o tipo penal de epidemia e charlatanismo, nem precisava de CPI", disse.

Segundo as previsões do vice-presidente, os trabalhos da CPI devem se encerrar entre os dias 20 e 25 de setembro. Agora, a comissão planeja caminhos alternativos para o relatório, dada a fama de “engavetador” de Augusto Aras, procurador-geral da República. "Vamos trabalhar para que o que foi apurado não ficar somente como um longo texto", afirmou.

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Sobre o relatório final, Randolfe garantiu que “será vastíssimo, apontando não somente crimes de responsabilidade, mas uma infinidade de crimes comuns, e também contra a humanidade, o que pode levar a responsabilização em tribunal internacional. Os crimes cometidos aqui não prescreverão em dois anos. Há aqueles que acham que podem estar protegidos pelo presidente da Câmara [Arthur Lira, PP-AL] e da PGR [Procuradoria Geral da República], mas alguns tipos penais não irão prescrever".

Dessa forma, o senador disse que a CPI planeja "estratégias jurídicas alternativas", como ação penal subsidiária da pública, caso "haja desídia" por parte de Aras. "Não aceitaremos ficar nas mãos somente do PGR", declarou.

Para o vice-presidente do colegiado, há elementos suficientes para se decretar a prisão de Bolsonaro. "É tarefa de qualquer democrata que vive o quadro histórico de agora, inclusive saúdo a posição de Rodrigo Pacheco [presidente do Senado, do DEM-MG] em arquivar o ridículo pedido de impeachment [de ministros, encaminhado pelo mandante federal], mas advirto: não cabe política de apaziguamento com Jair Bolsonaro".

Ele acrescentou que deseja “que o presidente da República viva muito, porque ele deve ter muitos crimes para responder no mandato e depois, ao mandato ser concluído". Recentemente, o presidente afirmou que vê no seu futuro três opções: prisão, morte ou vitória.

"Dos desejos que manifestou, espero que tenha um longo tempo de vida e vamos trabalhar para derrotá-lo", disse.

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