Randolfe entra no STF com notícia-crime contra Bolsonaro por manifestações

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Randolfe Rodrigues na CPI da Covid no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Randolfe Rodrigues na CPI da Covid no Senado (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O senador Randolfe Rodrigues (Sustentabilidade-AP) entrou com uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas manifestações desta terça (7), dia da independência do Brasil.

Ao postar a informação em sua conta no Twitter, o senador pontou três crimes que deveriam ser investigados:

  • Atentado contra a ordem constitucional, o Estado Democrático de Direito e a separação dos Poderes, conforme prevê a Constituição Federal;

  • Investigação sobre eventual financiamento dos atos;

  • Utilização indevida da máquina público, do dinheiro público, helicópteros, em favor desses atos.

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Randolfe também pediu que o STF abra um inquérito contra o presidente por "grave ameaça ao livre funcionamento do Judiciário e pelo uso de recursos públicos para financiar seu carnaval golpista", levando em consideração artigos da Lei de Segurança Nacional.

Como foram os discursos de Bolsonaro

O principal alvo foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. "Ou esse ministro se enquadra, ou ele pede pra sair", disse Bolsonaro. "A paciência do povo já se esgotou."

Bolsonaro, eleito diversas vezes por meio das urnas eletrônicas, voltou a criticar o sistema de votação utilizado no país e também atacou o ministro Luís Roberto Barroso. "Nós acreditamos e queremos a democracia. A alma da democracia é voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não traz qualquer segurança. E dizer que não é uma pessoa no TSE que vai nos dizer que esse processo é confiável e seguro."

"Não podemos admitir um ministro do TSE também, usando sua caneta, desmonetizar páginas que criticam esse sistema de votação. Queremos eleições limpas com voto auditável e contagem pública dos votos. Não podemos ter eleições que pairem dúvidas sobre os eleitores", pediu. Bolsonaro enviou à Câmara dos Deputados uma PEC para instaurar o voto impresso, mas a medida não passou. 

"Não vamos aceitar que pessoas como Alexandre de Moraes continua a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa constituição", disse o presidente. Ele reclamou da determinação de Moraes de mandar prender Jason Miller, ex-assessor de Trump, ouvido no inquérito dos atos antidemocráticos. "Saia Alexandre de Moraes, deixa de ser canalha. Deixe de oprimir o povo brasileiro e censurar os seus adversários."

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