Randolfe Rodrigues apresenta queixa-crime contra Bolsonaro por difamação

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Senator Randolfe Rodrigues speaks during a news conference before the meeting of the Parliamentary Committee of Inquiry (CPI) to investigate government actions and management during the pandemic of the coronavirus disease (COVID-19), at the Federal Senate in Brasilia, Brazil April 27, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Senador Randolfe Rodrigues acusou o presidente Jair Bolsonaro de difamação (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Randolfe Rodrigues apresentou uma queixa-crime contra Jair Bolsonaro por difamação

  • Senador tomou a decisão após Jair Bolsonaro acusa-lo de ter relação com a tentativa de compra da vacina Covaxin

  • Bolsonaro compartilhou vídeo de Randolfe pedindo para que a Anvisa aprovasse a vacina Covaxin

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, apresentou uma queixa-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por difamação. Segundo o senador, o presidente está tentando ferir a reputação, fazendo uma relação entre o parlamentar e a compra da Covaxin. 

"Acabo de apresentar queixa-crime contra Bolsonaro por difamação, em razão de tentativa de ferir minha reputação mentindo sobre meu alegado envolvimento nos esquemas da Covaxin. Essa covardia de Fake News precisa ACABAR!", escreveu Randolfe nas redes sociais. 

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Na última segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo do senador da Rede, relacionando o parlamentar com a tentativa de compra da vacina indiana Covaxin contra a covid-19. "Olha quem queria comprar a Covaxin sem licitação e sem a certificação da Anvisa. O senador Randolfe negociou, em 5 de abril de 2021, até mesmo a quantidade de vacinas: 20 milhões”, escreveu Bolsonaro na publicação. 

Randolfe Rodrigues rebateu as acusações nas redes sociais. "Ontem, o presidente, demonstrando não se ocupar com o que importa, publicou em sua redes sociais uma tentativa de me envolver nos rolos da Covaxin. Presidente, já dei meu recado: quem estava atrás de propina eram os membros do SEU governo!"

"Eu e outros tantos brasileiros só queríamos vacina boa e no tempo certo. Bolsonaro insiste em tentar desviar o foco da CPI e transferir a culpa pelos erros e corrupção durante a Pandemia - que é inteiramente sua e de seus assessores - a terceiros. NÃO CONSEGUIRÁ!", afirmou o vice-presidente da CPI da Covid. 

Na queixa-crime, Randolfe Rodrigues, que é advogado, alega: "É notória a tentativa recente do Sr. Presidente da República de desviar o foco da CPI da Pandemia - da qual o ora Querelante é Vice-Presidente -, ofendendo a reputação de seus integrantes. Com efeito, o próprio Querelante vem sofrendo inúmeros ataques ilegais recentes - inclusive com a utilização de termos homofóbicos -. Contudo, a postagem de hoje do Sr. Presidente da República passou de quaisquer limites de uma já elastecida razoabilidade da liberdade de expressão do Chefe do Executivo. Liberdade essa que, mesmo sendo pedra de toque no Estado democrático, encontra naturais limites para que se evitem excessos. E o presente caso é emblemático do excesso de expressão"

Vídeo de Randolfe Rodrigues 

No vídeo compartilhado por Bolsonaro, Randolfe Rodrigues pede à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para analisar a vacina Covaxin. 

“Nós não podemos tratar tempos de guerra com os mesmos parâmetros de tempos de paz. Eu apelo a Anvisa o quanto antes possível, de imediato, que nós temos que ter o autorizo para ampliar o nosso arsenal de vacinantes”, diz o senador na gravação.

“A Covaxin, por exemplo, já tem disponibilizada para agora 8 milhões de doses de vacina e 20 milhões até 20 de maio. Ou seja, seria mais uma opção para ampliar o nosso arsenal de enfrentamento. Temos que tomar todas as medidas. Cada um tem que fazer a sua parte, mas em especial o poder público, os governos e fundamentalmente a Anvisa”, pontua.

Ainda na segunda-feira, Randolfe Rodrigues compartilhou a publicação de Bolsonaro e se justificou. "É LÓGICO que eu queria vacina o MAIS RÁPIDO POSSÍVEL. Salvar vidas, pra gente, não é brincadeira e não é algo que se negocie c/ INTERMEDIÁRIOS. Queria a Janssen, a Covaxin, a AstraZeneca, a CoronaVac, a Pfizer... Nossa diferença é grande: eu queria VACINA! Vocês queriam PROPINA!"

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