Ranking de técnicos O GLOBO: quem mais subiu, mais caiu e os melhores de 2020; veja classificação completa

Thales Machado
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Se a pandemia da Covid-19 abalou o mundo, não seria diferente com o Ranking O GLOBO/Extra de treinadores, que há três anos elege o melhor da temporada no futebol brasileiro. Jorge Jesus levou o prêmio ano passado e Renato Gaúcho em 2018. O ano de 2020 terminou e não temos um professor eleito para entregar o boné do mais vencedor. Por causa do adiamento dos jogos entre março e julho, a temporada vai até fevereiro. E são os jogos finais do Brasileirão, da Copa do Brasil e Libertadores que definirão o nome. Quem levantar algum desses troféus, provavelmente, tomará a coroa do português, hoje no Benfica. No primeiro dia do ano, apontamos os favoritos a levar o prêmio que só será confirmado no fim de fevereiro.

Melhor técnico de 2018 e segundo melhor de 2019, Renato mostra através do levantamento do GLOBO sua imensa regularidade no comando do Grêmio. Mesmo em uma temporada em que foi contestado em alguns momentos pela queda de rendimento do time, se mantém líder até aqui, vencendo trabalhos que ou começaram tarde demais ou foram interrompidos em ano marcado pela quebra de contratos.

Apesar da eliminação acachapante para o Santos na Libertadores, Renato é o único com campanha satisfatória em todas as competições: campeão gaúcho, entre os oito melhores do continente, top-5 no Brasileirão e, agora, finalista da Copa do Brasil. Não à toa, é o técnico com mais vitórias na temporada entre todos da Série A.

Favorito, bem mais competente que o Grêmio de Renato no Brasileirão e com boa campanha na Copa do Brasil, Fernando Diniz seria eleito facilmente o melhor técnico do ano se sua primeira metade da temporada não fosse tão irregular. A eliminação na fase de grupos da Libertadores e nas quartas do Paulistão pesam contra o técnico tricolor, que só terá chances se confirmar o título nacional. De qualquer maneira, é seu melhor desempenho nos três anos do ranking, evidenciando uma carreira em ascensão.

No Santos, o grande mérito de Cuca é fazer limonada com uma confusa seleção de limões. Não que o elenco seja ruim, é melhor que a média do país, mas o treinador pegou um clube confuso politicamente e em um momento ruim: a demissão do português Jesualdo Ferreira no início do ano fez o Santos ser apontado até como candidato ao rebaixamento. Ao invés disso, com Cuca, o time fez sólida campanha e está na semifinal da Libertadores. Se conseguir a difícil missão de vencer o torneio, Cuca pode ser um improvável melhor técnico do ano no ranking.

Se Renato e Diniz são símbolos da continuidade em um ano de trabalhos interrompidos na Série A, Lisca faz esse papel na Série B. No América-MG desde janeiro, não se seduziu por propostas de clubes da elite e conduziu um trabalho com poucas derrotas e muito aproveitamento. Vice-campeão mineiro, com acesso praticamente garantido à primeira divisão e chances de título, ainda conseguiu a façanha histórica de levar o Coelho à semifinal da Copa do Brasil. Mesmo sem a classificação contra o Palmeiras, Lisca ainda tem chances de ser o melhor técnico, mas terá que torcer pelo fracasso de Renato, Diniz e Cuca nas competições importantes, além de conquistar a Série B.

Os gringos e as regras

Ex-Inter, Eduardo Coudet era candidatíssimo ao prêmio, mas deixou o clube rumo à Espanha. Manteve-se em terceiro, mas deve perder posições mesmo com as regras do ranking que utilizam média de pontuação mensal para valorizar também trabalhos mais curtos.

Técnico que mais levantou troféus no ano — a Supercopa, a Recopa e o Carioca — Jorge Jesus tem pontuação para liderar o ranking, mesmo tendo deixado o Flamengo antes do início do Brasileirão. Contudo, as regras do ranking exigem que o treinador tenha comandado o time em algum jogo por pelo menos cinco meses no ano. Ele dirigiu em fevereiro, março, junho e julho. O mesmo acontece com Abel Ferreira, do Palmeiras, que estreou em novembro. Mesmo que conquiste todos títulos, não será o líder. Mas, se acontecer, pela segunda vez um português será o maior vencedor do país.

Veja os demais classificados (do 21º ao 50º):

21º Léo Condé (Sampaio Corrêa e São Bento)

22º Eduardo Barros (Athletico)

23º João Brigatti (Payssandu, Ponte Preta e Sampaio Corrêa)

24º Alan Aal (Cuiabá e Paraná)

25º Geninho (Vitória e Avaí)

26º Tiago Nunes (Corinthians)

27º Ramon Menezes (Vasco e CRB)

28º Mauricio Barbieri (RB Bragantino e CSA)

29º Jair Ventura (Sport)

30º Gerson Gusmão (Operário-PR)

31º Enderson Moreira (Ceará, Cruzeiro e Goiás)

32º Eduardo Barroca (Botafogo, Vitória e Coritiba)

33º Ney Franco (Cruzeiro e Goiás)

34º Matheus Coista (Operário-PR, Confiança e Paysandu)

35º Claudinei Oliveira (Avaí e Botafogo-SP)

36º Marcio Coelho (Figueirense)

37º Gilson Kleina (Náutico e Ponte Preta)

38º Eduardo Bapstista (CSA e Mirassol)

39º Roberto Cavalo (Criciúma e Oeste)

40º Ricardo Catalá (Mirassol e Guarani)

41º Elano (Inter de Limeira e Figueirense)

42º Roberto Fernandes (CRB e América-RN)

43º Eduardo Souza (Atlético-GO)

44º Gilmar dal Pozzo (Paraná e Náutico)

45º Thiago Carpini (Oeste e Guarani)

46º Hemerson Maria (Chapecoense, Brasil-RS)

47º Agnaldo Liz (Vitória, Atlético-BA e Barcelona-BA)

48º Dado Cavalcanti (Bahia e Ferroviária-SP)

49º Renan Freitas (Oeste)

50º Moacir Júnior (Botafogo-SP, Treza e Portuguesa-SP)