Raphael Claus avalia trabalho de árbitros: "Mais luta que futebol"

Comportamento dos jogadores brasileiros foi criticado por Raphael Claus, que atuou na Copa do Mundo.
Comportamento dos jogadores brasileiros foi criticado por Raphael Claus, que atuou na Copa do Mundo. Foto: (Richard Heathcote/Getty Images)

De volta ao Brasil após trabalhar como árbitro na Copa do Mundo do Catar, o paulista Raphael Claus está em preparação para a próxima temporada, que se inicia nos próximos dias, e participou do programa Os Donos da Bola, da Band, onde falou sobre temas polêmicos.

Quando questionado sobre o comportamento dos jogadores brasileiros, em comparação às atitudes dos atletas internacionais, Claus disse que: "Há um profissionalismo em respeitar o profissional do outro lado. Rolava uma pegada, e o outro pedia desculpas prontamente. Como árbitro, você nem precisa intervir, e isso ajuda demais a arbitragem, tira o peso. Aqui no Brasil a gente trabalha mais como árbitro de luta do que de futebol. As vezes o jogo é de UFC, pra mostrar pro outro que é mais forte, jogar pra galera, pra torcida. Em vez de ser criticado, ele é elogiado por isso, e vai continuar fazendo".

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Sobre a orientação para maiores períodos de acréscimos tanto no primeiro quanto no segundo tempo, algo que foi destaque no Mundial disputado no fim do ano passado, Raphael Claus afirmou que a instrução surgiu na Copa, mas deve seguir: "É uma instrução que surgiu na Copa do Mundo. Por exemplo: comemorações de gol, coisa que a gente não se atentava tanto, situações de retardo dos jogadores, mas na Copa eles se adaptaram a isso, houve muito menos perda de tempo no jogo".

Sobre entrevistas de árbitros após as partidas, assim como os jogadores, técnicos e dirigentes fazem, Claus se disse favorável e ponderou que polêmicas seriam logo explicadas: "Acho que é uma ideia boa, a gente expor o que vemos dentro do campo de jogo, mas existe uma preocupação com a preparação. Por que dificilmente todos estarão preparados pra esse nível de debate e exposição que o árbitro vai sofrer. No caso dos jogadores que vão às coletivas, são direcionados pela própria assessoria. É um passo que deve seguir adiante, teve um jogo que eu fiz, na administração do Reinaldo (Carneiro), em que eu falei e aí criou uma polêmica, e quando expliquei ficou mais claro".