Rapper americana que já criou caso com brasileiros é vaiada e sai do palco em Miami

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Conhecida por suas atitudes polêmicas, a rapper americana Azealia Banks interrompeu na noite de sexta o seu desastroso show como atração principal no Wynwood Pride Music Festival, em Miami. Ela foi vaiada e saiu do palco de forma dramática, atirando o microfone para a plateia.

Um vídeo da apresentação mostra Azealia Banks – que supostamente apareceu no palco mais de duas horas após o horário programado – repetidamente dizendo aos espectadores: “Eu realmente não estou feliz por estar aqui” e “Eu realmente não quero estar aqui”.

Depois de algumas poucas canções, a rapper, que se apresentou de seios nus, parou abruptamente de cantar. Ela então disse que os promotores do festival estavam “fodendo com ela” ao escolher o seu horário e a sua posição no line up.

Quando o público começou a vaiar, ela disse: "Estou tentando vocês, mas é difícil." Logo que o som foi cortado, ela jogou longe o microfone e fez gestos ofensivos para o público. Azealia Banks ainda foi atingida por respingos de água antes que os seguranças a escoltassem para fora do palco.

Em uma série de tuítes após o ataque de ira, Banks disse que o culpado tinha sido o gelo seco no palco. "Sou EXTREMAMENTE alérgica a ele. As fotos mostrarão enormes nuvens de gelo seco que começaram a me deixar tonta a um ponto que mal conseguia suportar”, escreveu. “Eu tenho uma mensagem de texto do promotor me garantindo que não haveria gelo seco no palco (...) Eu toquei no Coachella duas vezes e tive esse simples pedido atendido."

Azealia Banks também tuitou que ela tinha sido "originalmente agendada para um set às 22h, que o promotor mudou para 1h, incomodando completamente todos os membros da minha equipe”. A programação no site do festival lista o horário de início de Banks como meia-noite. Apesar disso, segundo o site "TMZ", Banks só subiu ao palco às 3 da manhã, embora sua banda estivesse pronta desde a uma da manhã.

Histórico de tretas

Os organizadores do Wynwood Pride ainda não comentaram a situação nas redes sociais. O jornal "Miami New Times" havia alertado seus leitores para o fato de a rapper ter sido foi uma escolha questionável como atração principal de um festival como o Pride, pois apesar de ter muitos seguidores LGBTQ +, a rapper atacou verbalmente a comunidade em outros tempos. Em 2015, ela foi parar no noticiário por disparar impropérios homofóbicos para um comissário de bordo.

Em 2017, Azealia Banks comprou uma briga com os fãs brasileiros ao escrever no Facebook: "Quando esses anormais do terceiro mundo vão parar de fazer spam com esse inglês errado falando sobre algo que não sabem? É hilário ser chamada de 'black whore' por brasileiros brancos. Eles deveriam se preocupar com a economia primeiro."

Em 2018, o entrevero foi no Brasil: a rapper cancelou show poucas horas antes de subir ao palco, em festa de Fortaleza. Segundo a produção do festival (do qual participaram ainda artistas como Pabllo Vittar), a americana descobriu que não seria a atração principal do show cerca de quatro horas antes de subir ao palco. E se recusou a cantar.

Ódio e amor por Anitta

Há dois anos, Azealia Banks criticou duramente Anitta. “A nova música que Cardi B fez com ela é muito ruim. Me desculpe, mas eu realmente não gosto da Anitta. Ela é um lixo. É uma porcaria de um lixo”, disse num podcast. No Twitter, Anitta respondeu, em inglês: “Você já se sentiu grato ao perceber que alguém não gosta de você? Hahahaha. Tipo, como se isso significasse que você está no caminho certo?”

Mais recentemente, porém, a americana defendeu Anitta. No Twitter, ao ser questionada sobre o que ela achava de a brasileira ter usado o termo “n*gga”, considerado extremamente racista na língua inglesa, Azealia questionou os motivos de quererem puni-la "enquanto tantos outros usam a mesma palavra e lucram em cima disso".

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