Rapper e agora produtor de séries, 50 Cent compara EUA e Brasi: ‘Histórias parecidas’

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Curtis “50 Cent” Jackson abre a câmera para a entrevista e pergunta que horas são no Brasil. “É hora do almoço”, diz a repórter ao curioso do outro lado da câmera. Dos Estados Unidos, o rapper aparece na sala de entrevista virtual usando black-tie. Ele tem fome de público brasileiro. “BMF” (Black Mafia Family), série que está no ar na plataforma StarzPlay, é uma das entradas do show runner no mercado audiovisual do país. Ela é inspirada na história real de dois irmãos que cresceram na Detroit do fim dos anos 1980 e criaram uma das famílias criminosas mais influentes dos EUA. Produtor executivo de 11 séries — entre elas “Power”, “For life” e “50 Central” — 50 Cent crê na identificação de quem vive em áreas periféricas de metrópoles brasileiras como Rio e São Paulo:

— Nós e vocês temos histórias parecidas. E as circunstâncias que as pessoas enfrentaram, que as fizeram tomar algumas decisões, são similares. Você cresce numa realidade em que tudo o que quer é liberdade financeira, grana... E não se tem oportunidade. Essa é a resposta para muita coisa. E a maneira como se vai atrás disso é da experiência de cada um, e desenvolve. Muitas vezes, isso até deixa mais forte.

Força é algo de que 50 Cent pode falar com segurança. Em 2020, ele foi vítima de um atentado e seu carro levou sete tiros. Ele tem um passado marcado por vivências no tráfico e, após ter crescido numa realidade violenta, trata as experiências com naturalidade. Ao ouvir dizer que no Brasil há uma escritora, Conceição Evaristo, que defende o conceito “escrevivência” (escrever sobre as próprias experiências), o rapper diz que este é o caminho.

— Dizem que esse é o nosso poder, né? Então, vamos lá contar nossas versões — diz ele, que tem 46 anos e mais de 30 milhões de álbuns vendidos/baixados. — Na minha opinião, esse é o caminho a se tomar. E estamos contando histórias multiculturais para pessoas que não estavam vendo elas mesmas. Agora a gente pode virar esse jogo. E também dá para fazer de muitas maneiras (audiovisualmente falando). Dá para fazer dez filmes de uma hora num projeto.

No elenco da produção, 50 Cent contou com dois amigos. Eminem, de quem já recebeu declaração de amizade em duas canções, e de Snoop Dogg, com quem bate papo em casa. Agora, ele quer ampliar seu casting e escalar um astro brasileiro dos campos:

— Quero dar papel para um jogador de futebol. Já estamos em negociação (risos)!

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