'Rarinha', nova mascote do Ministério da Saúde, chama a atenção para doenças raras

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.07.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 13.07.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (31) uma nova mascote com o objetivo de divulgar ações sobre doenças raras. Trata-se da "Rarinha", mascote que lembra o Zé Gotinha e que tem como símbolo o teste do pezinho, aplicado em recém-nascidos para diagnóstico precoce de diferentes doenças.

Um dia antes do lançamento, o anúncio da personagem gerou burburinho nas redes sociais após a pasta afirmar apenas, em tom de mistério, que lançaria uma nova mascote para campanhas de saúde.

Internautas logo apontaram temor pela substituição do Zé Gotinha, criado em 1986 para chamar a atenção para ações de vacinação.

O nome do Zé Gotinha chegou a entrar nos assuntos do momento no Twitter e fez o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, desmentir a aposentadoria do personagem. "A nova mascote, que será revelada amanhã ao público, vem chamar atenção p/ um assunto importante", informou.

O lançamento da "Rarinha" ocorreu em evento nesta terça para divulgar cursos voltados a capacitar profissionais de saúde no diagnóstico e atendimento de doenças raras. O objetivo é facilitar a identificação desses quadros e o encaminhamento de pacientes na rede pública.

Os cursos, no formato de videoaulas, serão disponibilizados na plataforma Universus Brasil. O conteúdo foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Medicina da Família e comunidade e núcleo Telessaúde do Rio Grande do Sul, e disponibilizado ao Ministério da Saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, são consideradas doenças raras aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Cerca de 7.000 dessas doenças já foram descritas, e a estimativa da Saúde é que atinjam 13 milhões de pessoas no país.

Ainda no evento, o ministério também anunciou que deve incorporar no aplicativo ConecteSUS uma lista de centros de atendimento a pacientes com doenças raras. Ao todo, 20 estabelecimentos fazem parte da lista de serviços tidos como de referência nesses quadros.

No evento, Queiroga defendeu investimentos em pesquisas e "maior transparência" nos preços de medicamentos a essas doenças -muitos chamados de medicamentos "órfãos" por não terem outras alternativas no mercado.

Segundo ele, a pasta deve analisar a oferta de um novo medicamento para tratamento de atrofia muscular espinhal, o Zolgensma, tido como um dos remédios mais caros do mundo. Ele não deu prazo.

Estimativas divulgadas pela pasta apontam que 95% dos casos de doenças raras não têm tratamento específico, enquanto 3% têm tratamento cirúrgico ou com medicamentos regulares que atenuam sintomas e 2% com medicamentos "órfãos" capazes de interferir na progressão da doença.

O ministro exaltou a nova personagem, afirmando que ela deve fazer parte de campanhas ao lado do Zé Gotinha.

Neste ano, o destino da mascote da vacinação foi alvo de discussões na internet. Em março, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indagou publicamente o paradeiro do personagem, que apontou como esquecido.

Dias depois, o deputado Eduardo Bolsonaro postou uma foto do Zé Gotinha com uma seringa em forma de fuzil. "Nossa arma é a vacina", escreveu o parlamentar, o que ocasionando críticas por parte do criador do personagem, Darlan Rosa.

Em maio, a Saúde lançou uma campanha em que o Zé Gotinha aparece ao lado da família na tentativa de estimular a adesão à vacinação e divulgar medidas preventivas, como o uso de máscara. A medida ocorreu em meio a críticas de atraso da pasta para divulgar campanhas de prevenção à Covid.

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