Ratanabá, Atlântida e El Dorado: veja outras lendas sobre cidades históricas que nunca existiram

Na última semana, a história de uma suposta cidade perdida na Amazônia ganhou as redes sociais: Ratanabá. A teoria, classificada como infundada por especialistas, trata de uma civilização que teria habitado a região da floresta há mais de 450 milhões de anos.

No entanto, essa não é a primeira história sobre cidades perdidas que não passam de boatos. Por conta disso, O GLOBO listou outras cinco cidades perdidas que, na verdade, não passam de lenda.

Citada pela primeira vez pelo filósofo Platão, a ilha de Atlântida sempre foi relacionada aos primeiros povos a habitarem o continente americano. O local teria sido sede de uma antiga civilização que supostamente existiu no Oceano Atlântico, no Oeste da Europa e África.

No entanto, o pedaço de terra teria submergido há milhares de anos, após um cataclismo geológico (alterações drásticas na superfície da Terra, resultando em grandes desastres). Segundo Platão, no entanto, a ilha teria sido devastada por volta de 9.600 a.C., afundando no mar.

De acordo com o portal Mega Curioso, a lenda despertou o interesse e a curiosidade de exploradores por mais de dois milênios, uma vez que eles acreditavam que a região abrigava um reino com tecnologia avançada para sua época.

Nos dias atuais, Dubai é símbolo de riqueza e modernidade, com muita receita vinda dos setores de turismo, imobiliário e serviços financeiros. Contudo, os desertos da região podem esconder histórias que remontem aos primeiros habitantes do local, bem como sobre antigas cidades que foram esquecidas após drásticas mudanças climáticas no passado.

A mais famosa das cidades seria Julfar, onde ficaria o lendário marinheiro árabe Ahmed ibn Majid. Segundo a lenda, Julfar teria prosperado por mil anos antes de cair em ruína e desaparecer da memória humana.

Em 1925, o arqueólogo Percy Fawcett veio para o Brasil para “desbravar a selva” e encontrar uma cidade perdida, a qual ele deu a alcunha de “Z” (“berço de toda a civilização”, segundo ele). De acordo com o Portal Amazônia, a teoria de Fawcett aponta para a existência de uma cidade pré-colombiana na região onde atualmente fica o estado do Mato Grosso.

No meio da expedição, no entanto, Fawcett e sua equipe desapareceram sem deixar vestígios, e, apesar das missões de resgate, ele nunca foi encontrado. A viagem teria sido idealizada após Fawcett ter encontrado um documento na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, chamado Manuscrito 512, sobre uma cidade murada nas profundezas da região mato-grossense da floresta amazônica.

El Dorado teria sido uma civilização extremamente rica em ouro e que poderia tornar qualquer um milionário, o que fez com que caçadores de recompensas e historiadores fizessem diversas expedições em busca da cidade perdida, localizada na América Latina.

Segundo o Mega Curioso, as origens de El Dorado vêm de contos lendários da tribo Muisca, que ocupava as áreas de Cundinamarca e Boyacá, na Colômbia, mas que não seriam necessariamente cidades. Até o momento, não existem evidências que comprovem sua existência.

Atualmente um grande deserto localizado no Sul da África com mais de 900 mil km², Kalahari é descrita por exploradores desde o final do século XIX. Em 1885, o canadense Guillermo Farini tornou-se um dos primeiros ocidentais a cruzar o deserto existente na região. Ao voltar, ele escreveu artigos sobre ruínas que descobriu e que pareciam indicar resquícios de uma civilização perdida enterrada no local.

Ao longo do século XX, dezenas de expedições foram lançadas para encontrar a “Cidade Perdida do Kalahari”, como descrita por Farini. Em 2016, varreduras aéreas e feitas por radar mostraram ruínas feitas por homens perto de um oásis local, mas nenhuma cidade perdida foi confirmada até então.

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