As reações internacionais ao aniversário de 20 anos do 11 de Setembro

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Policiais e bombeiros de Nova York durante cerimônia em comemoração ao 20º aniversário dos ataques de 11 de setembro ao World Trade Center, em Nova York (AFP/Ed JONES)

Veja a seguir as principais reações internacionais e da mídia ao aniversário de 20 anos dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos, os ataques terroristas mais mortíferos da história.

- Em visita oficial a Varsóvia, a chanceler alemã Angela Merkel lembrou as "imagens assustadoras do ataque contra os Estados Unidos da América" há 20 anos, antes de fazer uma avaliação mista da invasão do Afeganistão que se seguiu.

"Sabíamos então que tínhamos de nos defender contra o perigo terrorista com a Otan" e "agora devemos reconhecer que embora tenhamos conseguido derrotar o terrorismo (...), não atingimos todos os objetivos. É por isso que é importante (...) salvaguardar o que foi adquirido, como a educação para as meninas, mesmo sabendo que com o Talibã não será fácil", disse.

- "Jamais esqueceremos. Sempre lutaremos pela liberdade", tuitou o presidente francês Emmanuel Macron, com um vídeo da bandeira americana na escadaria do Palácio do Eliseu, em Paris.

- Em Bruxelas, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prestou homenagem às vítimas dos ataques terroristas. "Em 11 de setembro, lembramos aqueles que perderam suas vidas e homenageamos aqueles que arriscaram tudo para ajudá-los. Mesmo nos tempos mais sombrios e difíceis, o melhor da natureza humana pode brilhar. A UE está ao lado dos Estados Unidos para defender a liberdade e a compaixão contra o ódio", tuitou.

- Também em Bruxelas, o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, considerou que os ataques de 11 de setembro representavam "o pior da humanidade", durante uma cerimonia na sede da aliança. Lembrou que "nas 24 horas após os atentados, os aliados da Otan invocaram pela primeira vez o artigo 5", que prevê o princípio de defesa coletiva em caso de ataque contra um aliado. "Há 20 anos, éramos solidário. Hoje, quando lidamos com um mundo mais perigoso, América do Norte e Europa devem continuar sendo solidários dentro da Otan", completou.

- No Reino Unido, a rainha Elizabeth II prestou homenagem às vítimas dos ataques, bem como àqueles que então começaram a "reconstruir", em uma mensagem dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. "Meus pensamentos e orações - e os de minha família e do país como um todo - estão com as vítimas, sobreviventes e famílias afetadas, bem como com os primeiros que intervieram e socorristas", declarou a soberana de 95 anos.

- Na Itália, o presidente Sergio Matterella expressou a solidariedade de seu país aos Estados Unidos e seus outros aliados "para conter qualquer ameaça terrorista".

- Por ocasião do aniversário, a Rússia disse estar pronta para relançar sua cooperação com os Estados Unidos no combate ao terrorismo. "Devemos deixar de lado todas as contradições e diferenças e cooperar em benefício da segurança e da prosperidade, não apenas da Rússia e dos Estados Unidos, mas de toda a humanidade", escreveu o embaixador da Rússia nos Estados Unidos, Anatoly Antonov.

- No Brasil, o governo "reiterou sua solidariedade aos familiares das vítimas (de 11 de Setembro), ao país e ao governo dos Estados Unidos".

- Na Venezuela, o presidente Nicolas Maduro tuitou que "todo o povo venezuelano condena veementemente todas as formas de agressão e violência que afetam a vida e a paz das populações".

- No México, o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, prestou homenagem às vítimas e apresentou suas "condolências ao povo americano" no Twitter. "Façamos todo o necessário para nunca mais viver algo parecido no mundo", completou.

- Na Suíça, o presidente Guy Parmelin ressaltou no Twitter "a rejeição incondicional do terrorismo". Esses ataques "mudaram a política em todo o mundo e também tiveram um impacto em nossa vida na Suíça. Afirmo a rejeição incondicional do terrorismo em todos os lugares e sempre e expresso minha solidariedade a todas as suas vítimas", escreveu.

- Na Austrália, o primeiro-ministro Scott Morrison prestou homenagem "às 2.977 pessoas que perderam a vida naquele dia". "O 11 de Setembro nos lembra que nunca podemos dar por garantidos nossa paz, nossa liberdade e nosso modo de vida", escreveu em uma carta aberta apresentando suas "sinceras condolências" a "todo o povo americano".

- No Irã, vários jornais criticaram as intervenções militares americanas lançadas em retaliação aos ataques de 11 de Setembro.

Em editorial publicado sob a manchete "o começo do fim dos Estados Unidos", o Hamshahri (jornal da prefeitura de Teerã, ultraconservador), escreveu que Washington seguiu "uma trajetória errônea".

"O erro de apreciação dos Estados Unidos é ter acreditado que poderiam lutar contra este novo inimigo (Al-Qaeda) com as armas e as operações militares, enquanto esta nebulosa terrorista se beneficiava de um terreno favorável intelectual, social e econômico tanto no Paquistão como no Afeganistão, bem como no Iraque e na Síria".

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