Reabertura do bar Amarelinho da Cinelândia tem samba, chope de graça e não afasta clientes mesmo com chuva

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RIO — Nem mesmo a chuva foi capaz de deter os fiés clientes do Bar Amarelinho, na Cinelândia, que ocuparam a esquina para celebrar a reabertura das portas neste sábado, dia 20. A festa tem o som de Moacyr Luz e o Samba do Trabalhador, além de chope de graça (enquanto os cem barris não se esgotarem).

"É muito bom ver a Cinelândia renascer pós-pandemia com o retorno desse ícone da boemia carioca. Longa vida ao amarelinho", escreveu um fã no Instagram.

Para beber dos barris é preciso enfrentar uma boa fila, mas tem valido a pena.

"Sabadou", celebrou outro seguidor erguendo um chope gratuito e sorridente por sentar em uma das mesas da calçada.

A parte interna do bar ficou restrita para convidados. Gerou algumas reclamações nas redes sociais, principalmente por parte de quem chegou cedo e achou que a festa já tinha começado sem o público. Mas a administração do bar tinha avisado que o evento estava marcado para acontecer entre às 14h e às 18h.

Políticos e celebridades prestigiaram a reabertura. Entre eles, Marcelo Freixo, Lindbergh Farias e o apresentador Chico Pinheiro.

A volta do Amarelinho

A O GLOBO, o empresário Antonio Rodrigues, dono da rede Belmonte e que agora dirige também o bar da Cinelândia, falou sobre a festa de reinauguração.

— É o pontapé para que a região ganhe ainda mais vida. Será uma alegria ver as pessoas novamente no Amarelinho. Queremos todos aqui, celebrando com a gente. Cada chope distribuído será um brinde ao retorno. Nós faremos um evento bem ousado, mas você já viu um time vencer a partida com medo, sem ir com tudo para o ataque?

A cozinha e parte do salão interno foram reformados e tiveram o revestimento da parede trocado. Os lustres foram limpos e pintados. O cardápio, reformulado pelo chef Manoel Adriano, de 41 anos, ganhou as famosas empadas abertas do Belmonte: eiscentas deverão ser servidas neste sábado. a parte externa, haverá mesas mais modernas, contrastando com a tradição das pedras portuguesas no piso. Essa mescla, inclusive, faz parte da nova proposta.

— Viemos para melhorar o que sempre foi bom. Resgatar a autoestima do bar, modernizar algumas coisas sem perder o charme e a herança de um século de história — destaca o novo gerente, Francisco de Assis, de 48 anos, que trabalhava há 15 no Belmonte.

Fundado em 1921, o centenário bar é testemunha da vida boêmia na Cinelândia desde a primeira metade do século passado, tendo recebido figuras célebres como Oscar Niemeyer, Mário de Andrade e Vinicius de Moraes. O endereço também foi palco de episódios importantes da cultura e da política no país. Sócio e gerente do Amarelinho há 56 anos, Lourenço Lemos, de 86, lembra que os protestos pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello começaram por ali. Além disso, segundo ele, o bar teve o ex-governador do Rio Leonel Brizola como cliente de frequência assídua nas suas mesas:

— Ele vinha sempre aqui, trazia seus correligionários, protagonizava debates até a madrugada. E, como bom gaúcho, pedia sempre churrasco. Era muito comum também os artistas saírem do Cassino da Urca e terminarem a noite aqui no bar — conta Lourenço Lemos.

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