Covid-19: Rio de Janeiro passa a China em mortos, mas Crivella planeja fim da quarentena

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Enquanto os números da pandemia do novo coronavírus no estado do Rio de Janeiro e na capital seguem em alta, o prefeito do Rio, Marcello Crivella, planeja o fim da quarentena. A reabertura da atividade econômica na cidade do Rio será feita de forma gradual e deve começar nos próximos 15 dias.

Nesta quinta-feira (28), o prefeito Marcelo Crivella apresentou ao Comitê Científico da prefeitura a proposta dos novos protocolos a serem seguidos, prevendo uma retomada dividida em 6 fases. Os intervalos previstos entre as fases são de 15 dias, podendo ser encurtados ou prolongados de acordo com os indicadores da Covid-19. Seguindo o cronograma sem alterações, a vida dos cariocas voltaria ao normal em 3 meses.

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A passagem de uma fase para a outra deverá ser norteada por critérios como número de óbitos e casos confirmados e taxa de leitos ocupados. Se houver retrocesso nos indicadores, nada impede que ocorra também um retrocesso na fase de reabertura.

Na primeira fase, de acordo com a proposta apresentada por Crivella, será permitido o funcionamento de atividades com maior relevância econômica e menor risco de contágio. Na segunda fase, serão permitidas as atividades com menor impacto na economia e risco médio de contágio. Assim, seguirão as fases sucessivamente, até chegar nas atividades que oferecem o maior risco e que têm o menor peso na economia. Durante a reunião, o prefeito não listou as atividades que seriam reabertas em cada fase. Uma nova reunião deverá ser realizada para definir os últimos detalhes dos protocolos.

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Apesar da retomada, haverá recomendação para que a população continue tomando medidas de distanciamento e usando máscaras, para evitar uma nova onda de contágio. Também será recomendado o escalonamento nos horários dos trabalhadores para evitar aglomeração de pessoas em estações. Quem faz parte de grupos de risco será orientado a permanecer em casa até a última fase da reabertura.

Rio passa a China em número de mortos

Em meio a uma investigação sobre fraudes na área da Saúde durante a pandemia, o estado do Rio superou, ontem, a China em número de mortos por Covid-19. Já são 4.856 óbitos, enquanto o país asiático contabiliza 4.638 vítimas do novo coronavírus, de acordo com dados do painel da Johns Hopkins University. O estado também tem também mais mortes do que a Índia, que totaliza 4.711 casos. A China e a Índia são os países mais populosos do mundo, com mais de um bilhão de habitantes. Já o Rio tem uma população de 16,5 milhões. Enquanto a doença avança, a prefeitura da capital faz plano para retomar as atividades econômicas. Serão seis fases de flexibilização do isolamento, que devem começar em uma ou duas semanas.

Os números, dizem especialistas, acendem o sinal de alerta. Pelo último boletim da Secretaria estadual de Saúde, divulgado ontem, em 24 horas o estado registrou 251 mortes. É a primeira vez que o Rio tem mais de 200 óbitos por três dias seguidos. Há ainda 1.286 em investigação e 259 descartados. Já os casos confirmados da doença no Rio subiram para 44.886, uma alta de 5,8% em relação ao número registrado no boletim anterior (42.398). Dentro desse total, 31.934 pacientes já se recuperaram da doença.

— O quadro é preocupante, sobretudo se você comparar a população da China (1,4 bilhão) com a do estado do Rio. É assustador em termos de mortes, e isso é uma prova de que vem ocorrendo um erro na condução dessa pandemia. O principal erro foi recomendar que as pessoas com sintomas iniciais da doença permanecessem em casa, quando o mais importante seria o tratamento precoce — afirma o infectologista Edimilson Migowski, da UFRJ.

Professor do Instituto de Medicina Social da Uerj, Mario Roberto Dal Poz também aponta falha nas ações de combate à pandemia. Para ele, não há como afrouxar o distanciamento social nesse momento:

— Nossa situação ainda é de evolução do coronavírus. A curva é de ascensão, o que dá mais motivos para o controle do distanciamento social. É preciso fazer todo esforço para que esse quadro não se agrave mais — diz, acrescentando que ele e outros especialistas da Uerj, da UFRJ e da Fiocruz enviaram proposta ao estado de um trabalho integrado entre autoridades de saúde e entidades da área, mas que não tiveram resposta.

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